
A demanda veio da Tata Elxsi, divisão do grupo especializada design e engenharia. O foco não é desenvolver um carro totalmente novo, mas adaptar a tecnologia a dois sedãs já oferecidos pela companhia, equipando os modelos com sensores, câmeras e um sistema para processas os dados e informações captados. Os testes já começaram, mas apenas dentro dos limites da empresa em Bengaluru.
A Tata Motors, que controla a Jaguar Land Rover, trabalha no desenvolvimento de carros autônomos desde 2014. Ainda assim, o plano de testar a tecnologia em vias públicas na Índia é ousado. Diferentemente do que acontece nas ruas da Europa e dos Estados Unidos, no país os carros dividem espaço com uma série de lentos riquixás, com motoristas imprudentes nos automóveis, pedestres e, eventualmente, vacas e elefantes.
Diante da peculiaridade das vias indianas, líderes de outras companhias já chegaram a avisar que os carros autônomos vão demorar para chegar à região. Travis Kalanick, CEO da Uber, disse que o país será o último a receber a frota de veículos sem motorista que a companhia pretende implementar globalmente. Se os testes avançarem, a Tata Motors vai fazer o executivo norte-americano morder a língua.