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TE Connectivity acelera crescimento e exportações apesar da pandemia

Em entrevista exclusiva, Alexandra Motta, gerente geral companhia, fala dos 50 anos da empresa no país
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Giovanna Riato

28 fev 2022

3 minutos de leitura

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Apesar do amplo impacto da pandemia na indústria automotiva, a TE Connectivity tem bons resultados a celebrar. Especializada em soluções de conectividade e sensores para aplicações industriais, a companhia terminou 2021 com crescimento nas vendas e alta nas exportações.

A operação brasileira, onde a organização emprega 1,5 mil pessoas direta e indiretamente, teve expansão de 20% em relação a 2019. “Não comparamos com 2020 porque aquele foi um ano muito atípico com o início da Covid-19”, esclarece Alexandra Motta, que desde outubro passado é diretora sênior e gerente geral da empresa para América do Sul. 

Ela enfatiza que o principal desafio do ano foi encarar as oscilações na cadeia de produção, com as constantes paradas nas fábricas de veículos, as clientes da TE Connectivity, e, com isso, quebras na demanda pelos sistemas produzidos pela organização. Ainda assim, a avaliação da executiva é positiva:

“Mesmo diante de tanta instabilidade, conseguimos localizar componentes, elevar as exportações e manter investimentos na região”, diz Alexandra.

Ela não revela números, mas aponta que a empresa tem aplicado capital especialmente em equipamentos, automação da produção e na oferta de novos produtos – principalmente aqueles focados em apoiar a evolução da eletrificação dos veículos. “Temos privilegiado muito essa visão de médio e longo prazo por entender que isso nos colocará em uma posição de mercado favorável em relação às novas tendências”, conta.

50 anos no Brasil com exportações em alta

Presente em 140 países, a operação brasileira da companhia tem tradição: em 2022 o negócio local completa 50 anos. “Esperamos expansão do mercado de veículos da ordem de 8% em relação ao ano passado, em linha com a projeção da Anfavea”, diz Alexandra, citando a expectativa da associação que representa as montadoras no país.

Nessa toada, a empresa pretende acelerar a expansão da operação local com exportações. Atualmente, entre 30% e 35% da produção brasileira é vendida internacionalmente, principalmente para a Europa e a América do Norte. São negócios dentro da própria TE Connectivity

“A alta das exportações consolida um movimento que começou há cerca de quatro anos. Hoje somos muito consultados tanto para vender os produtos feitos aqui, quanto para a transferência de ferramental ou para processos de desenvolvimento de novas soluções”, conta Alexandra.

O objetivo é elevar o porcentual da produção exportada para entre 40% e 45%. A gerente geral diz que o objetivo é não passar desse patamar tanto para manter o foco no Brasil, quanto para não elevar demais a dependência externa.

Mais mulheres na liderança

Há apenas quatro meses na gerência geral da companhia na América do Sul, Alexandra se mostra bastante à vontade no cargo e com o desafio de ser um raro caso de mulher a ocupar a mais alta liderança na região de uma empresa do segmento. Parte da sensação de pertencimento se deve ao fato de que a TE Connectivity conta com grande engajamento em projetos de diversidade e inclusão, com fomento à liderança feminina e à participação de negros, colaboradores LGBTI+, pessoas com deficiência e outros grupos subrepresentados na indústria.

A organização é signatária dos WEPs – Princípios de Empoderamento das Mulheres, da ONU Mulheres e recentemente, firmou também compromisso com o Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+.

“Estou muito feliz de estar na TE Connectivity nesse momento em que celebramos os nossos 50 anos no Brasil e consolidamos tantas ações para tornar a empresa mais inclusiva”, diz Alexandra.

Segundo ela, a companhia conta com grupos de afinidade para fomentar a diversidade desde 2015. Há também metas para a participação feminina na liderança.

Além de tudo, a executiva dá sinais de que a busca por mais representatividade não está presente apenas na agenda de negócios, mas também em seus planos pessoais, já que se relaciona tanto com a própria trajetória de Alexandra. Aos 52 anos, 28 deles dedicados à indústria automotiva, ela quer que a pluralidade seja um de seus legados.