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Técnicas de Forecasting para a previsão de Demanda de caminhões – Daniel Pontel

Neste último ano, trabalhei em um escritório regional de uma fabricante de Caminhões. A demanda parecia nunca acabar, alguns veículos sobravam em estoque, enquanto a maioria dos modelos estavam em falta. Comecei a me interessar sobre o assunto “previsão de vendas”. Busquei em sites, referências internacionais, teses, este assunto ainda tão pouco difundido em nosso país. Escrevi um trabalho e um artigo acadêmico sobre técnicas de previsão de demanda.
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Redação AB

19 jan 2009

2 minutos de leitura

A série temporal iniciada em janeiro de 1999 até novembro de 2008, coletada a partir dos dados de emplacamentos na região sul do país, mostra uma tendência geral de crescimento ao longo do período. Apesar de quedas bruscas como acompanhadas nos períodos 67 a 85 (referindo à segunda metade de 2004 até o final de 2005), o mercado se recupera e tem momentos bastante fortes, como o que acompanhamos logo depois dessa queda, apresentando um período inicado em 2006 até setembro de 2008.

A previsão mensal de demanda, traçada pela linha pontilhada, calculada a partir da suavização das demandas anteriores atingiu uma eficácia que explica em até 90% o comportamento da demanda. Ao final da série apresentada, a previsão apresenta uma pequena diferença de 190 veículos em média ao valor real de demanda, para uma demanda em média de aproximadamente 1500 veículos, cujos últimas demandas estão próximas de 2700.

Figura 1: Previsão de demanda de caminhões na região sul (RS-SC-PR).
Fonte: Elaborada pelo autor

Esta abordagem diminui o número de estoques de veículos e mostra o comportamento da demanda. Teremos um período agora de baixa nas vendas, mas o mercado mostra que quando ele volta, ele é maior que seus dados históricos. Por isso, é importante para uma fábrica, pensar em curto prazo na diminuição de estoques, e no longo prazo, sua capacidade produtiva. Não se sabe ao certo, quando a crise irá terminar, mas o planejamento para o fim da recessão será uma vantagem competitiva.