Segundo os técnicos que estudaram o avanço dessa tecnologia, a segurança piorou, pois as montadoras colocam cada vez mais sistemas que permitem ao motorista empregar redes sociais, enviar e-mails, mensagens de texto. O uso da tecnologia está cada vez mais complexo.
Os carros de antigamente tinham meia dúzia de botões, hoje têm dezenas: telas sensíveis ao toque, que recebem mensagens escritas, comando de voz, avisos de ultrapassagem da linha, sinais sonoros e luminosos de avisos em geral.
O estudo lembrou, no entanto, que os novos sistemas – de qualquer forma – são mais seguros do que operar o celular e o GPS.
Foram estudados 30 carros e picapes nos testes feitos no ano passado. Todos os motoristas avaliados desviaram os olhos da via e tiraram a mão do volante. Desses 30 testados, 23 exigiram dos motoristas níveis de atenção classificados como alto ou muito alto. Apenas sete foram considerados nível de atenção moderado.
A atividade que mais absorveu atenção dos motoristas foi programar o sistema de navegação: foram necessários 40 segundos em média para essa tarefa.
O diretor do estudo deu uma ideia do que significa desviar a atenção durante longos 40 segundos: “A 40 km/h um carro pode percorrer uma distância de quatro campos de futebol”.
Ao desviar a atenção por apenas alguns segundos, o motorista dobra o risco de sofrer um acidente.
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Este artigo foi publicado originalmente na Agência Autoinforme
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