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Tecnologias que sambaram o mercado automotivo

Carnaval já bate à porta e os foliões estão inquietos. Contam os minutos para desligar o computador e sair atrás do bloco para se divertir. No setor automotivo, as fabricantes não tiveram a mesma aflição, mas precisaram adotar tecnologias que sambaram o mercado de quatro rodas.
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FernandoMiragaya

17 fev 2023

4 minutos de leitura

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Muitas vezes a vontade das montadoras em colocarem um novo enredo na rua foi compulsória. Seja por legislação ou pela evolução natural do mercado, as empresas investiram em soluções e inovações para não deixar o samba atravessar.


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Evolução de motores em busca de eficiência até um alto nível de conectividade fizeram parte do enredo das montadoras nos últimos 15 anos. Tecnologias que não só sambaram o mercado automotivo, como também encaminham o desfile para um nível de automação total na avenida. E que levariam 10 em muitos quesitos de apuração. 

Downsizing e inovações em motores

A busca por eficiência fez as engenharias assumirem a Comissão de Frente. Com normas de emissões de poluentes cada vez mais severas, a indústria não teve outro caminho senão investir no quesito evolução em termos de conjuntos mecânicos.

A evolução mais rápida foi no tamanho. Motores mais compactos e leves, com peças de menor atrito, ditaram os enredos no fim dos anos 2000. A avalanche de propulsores três cilindros talvez tenha sido o mais usado em Alegorias e Adereços. 

Mas a harmonia é o conjunto foram quesitos importantes. Além dos propulsores menores, tecnologias como turbo, injeção direta de combustível e variação no comando de válvulas também sambaram os conjuntos mecânicos.

Em outras alas, a harmonia também foi digna de nota 10. As transmissões também ficaram mais compactas e com acertos para priorizar o consumo e o conforto. A maior aplicação de caixas de dupla embreagem ou mesmo CVTs com marchas simuladas comprovam isso.

Sem falar nos lubrificantes. As produtoras tiveram de focar em óleos mais leves e com menor viscosidade, além de melhor resistência à variação de temperatura. Aspectos importantes para ajudar o powertrain a poluir menos e ser mais econômico.

Tecnologias do setor automotivo: Conectividade

Fato que os carros ficaram mais conectados nos últimos anos, e ficarão ainda mais em um futuro próximo. Com a adoção das centrais eletrônicas no gerenciamento dos motores, abriu-se uma porta para uma maior interação entre homem e máquina, ou seja, motorista e automóvel.

Hoje, o proprietário tem acesso a muito mais informações do veículo, que vão além daquele computador de bordo com consumo e autonomia. Através de uma central multimídia, é possível verificar questões como funcionamento do motor, nível e temperatura do óleo, pressão dos pneus e até a necessidade das revisões.

Só que mesmo as centrais multimídias e o nível de informações foram (bem) além da dispersão. Os sistemas receberam o apropriado nome de infoentretenimento. 

Hoje conectam smartphones sem necessidade de cabeamento, oferecem aplicativos nativos, fazem a integração com sistemas operacionais dos celulares, agregam câmera de ré e podem vir até com wi-fi a bordo.

Do outro lado da Sapucaí, carros mais simples já permitem acessar tudo isso pelo celular. As montadoras desenvolveram aplicativos e ferramentas que possibilitam ao usuário ter acesso a dados do veículo, mas também ligar o motor do carro, regular o ar-condicionado e até estacionar o veículo pelo celular ou por uma chave especial.

Automação veicular

Tudo também no ritmo da automação maior dos carros. Os itens de auxílio à condução talvez sejam o melhor exemplo de tecnologias que sambaram. Os equipamentos de condução semi-autônomas, inclusive, já sãp realidade em segmentos mais baratos do mercado.

O controle de cruzeiro adaptativo, que permite acelerar e frear o carro conforme o veículo à frente e sem a necessidade de ação do motorista é um passo importante na automação veicular. Sem falar nas frenagens automáticas, detecção de pedestres, ciclistas e motos e assistente ativo de permanência em faixa.

Tem mais: estacionamento automático, câmera de visão noturna, sensor de ponto cego, alerta de tráfego cruzado e leitor de placas também se juntam a esta ala em prol da mobilidade do futuro.

Eletrificação

Não seria possível concluir um desfile desses sem, talvez, a ala mais importante entre as tecnologias que sambaram o setor. A eletrificação foi, sem dúvida, o enredo que guiou toda a cadeia automotiva nos últimos anos.

Só que essa evolução foi bastante rápida. Se os primeiros foliões eram híbridos, a indústria virou a chave rapidamente. O número de veículos totalmente elétricos se multiplicou a uma velocidade impressionante, e continuará com o pé embaixo – só no Brasil, a expectativa é de 11 milhões de EVs em 20 anos.

As fabricantes, contudo, tiveram de sambar também e acelerar o samba na avenida. Com legislações rigorosas para emissões na Europa, EUA e Japão, e cidades cerceando a circulação de carros a combustão, não dava para ficar só no esquenta.

Hoje, o desafio é buscar tecnologias que permitam aos carros elétricos serem ainda mais eficientes. Baterias de maior capacidade e mais leves, tempo de recarga mais ágil e alcances maiores de quilometragem ditam a marcação da bateria.

Ao mesmo tempo em que outras soluções se apresentam na avenida. A busca pela tecnologia de células de combustível a hidrogênio e uso de biocombustíveis, em especial o nosso etanol, podem fazer a escola ficar coesa na avenida e não atravessar o samba.