Raniero Cucchiari, diretor comercial da Teksid para o Nafta e Mercosul, admite que o setor de fundição de blocos de motor e cabeçotes pouco tem a comemorar este ano. “Andamos no ritmo capenga do mercado, que era projetado em 5 milhões de veículos leves e este ano mal chegará aos 2,4 milhões”, afirma. As perspectivas, no seu entender, também não são boas para 2016, quando o segmento de leves deve registrar uma queda de 5% a 10%. Nesse cenário, só em 2020 seriam alcançados de novo o patamar de 3 milhões de unidades/ano. Os veículos comerciais, incluindo caminhões e ônibus, também reduziriam a marcha no próximo ano, caindo das atuais 90 mil unidades para 80 mil a 85 mil.
A produção da fundição de ferro da Teksid destinada a blocos, cabeçotes e outros componentes automotivos deve recuar para 150 mil toneladas este ano, ante as 170 mil toneladas processadas em 2014. Um terço desses volumes corresponde a produtos para o segmento diesel, sendo o restante destinado a otto.
Enquanto o mercado interno continua decepcionando, uma boa notícia vem das exportações, que avançam de 40 mil toneladas de ferro em 2014 para 50 mil toneladas este ano. “Temos a expectativa de voltar a ser predominantemente exportadores, como já fomos nos anos 1993 e 1994, quando 70% de nossos fundidos eram destinados ao exterior. Hoje estamos nos 30%”, revela Raniero. Ele explica que o crescimento será possível com o avanço da competitividade obtida com a desvalorização do real e com a busca de novos mercados.