
O anúncio foi feito pelo cofundador Tomás Martins em entrevista ao site InfoMoney. Em 2019, na rodada A de captações, a Tembici já havia captado US$ 15 milhões e, na rodada B, em 2020, US$ 47 milhões.
Agora, na rodada C de captação em equity, a maior parte do dinheiro veio da Crescera Capital, gestora que investe em negócios como Grupo Zelo e Oba Hortifruti. Já os financiamentos foram obtidos com Itaú e Santander por meio de linhas específicas para iniciativas ESG (relacionadas à sustentabilidade, ao bem estar social e à governança corporativa).
O investimento será importante nessa fase pós-pandêmica. Segundo Martins, o valor captado será usado para adicionar 10 mil bikes à frota atual de 16 mil, sendo a maioria elétricas, ampliar operações para outros países e investir no negócio de entregas, que foi o que sustentou o negócio durante a fase crítica da pandemia. Hoje, de acordo com o cofundador, as entregas representam 21% das viagens da Tembici em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Após a queda nos negócios com o começo da pandemia, a Tembici começou a ver recuperação já em outubro de 2020, quando voltou a registrar o mesmo patamar de viagens visto no começo daquele ano. Em 2021, foram só boas notícias. O número de viagens cresceu 33% entre janeiro e junho e, segundo Martins, os meses de agosto e setembro de 2021 foram os melhores da Tembici em termos de utilização e receita. Isso, em parte, motivou a nova captação de capital.
O plano da Tembici é ultrapassar os 25 milhões de corridas anuais ainda neste ano. O faturamento anualizado (receita de dezembro multiplicada por 12) projetado é superior a R$ 180 milhões em 2021. Em 2020, o faturamento foi de R$ 100 milhões.