Para o também sócio-diretor da Tendências Consultoria, há uma nova política econômica em jogo, endossada pela legitimidade da presidente Dilma Rousseff. Nesse novo quadro, o Banco Central é mais tolerante à inflação e promove juros baixos. Há uma expansão do crédito por parte dos bancos oficiais, trazendo alguma preocupação para eventual inadimplência no tocante a empréstimos da Caixa Econômica Federal. A política econômica inclui também uma “contabilidade criativa” para cumprir metas fiscais e desonerações tributárias tópicas. A taxa de câmbio pode ser considerada fixa, com uma banda rígida de variação.
Nóbrega considera, ainda, que existe controle de preços para cumprimento das metas de inflação e uma privatização envergonhada na área de infraestrutura. O protecionismo, segundo ele, está de volta. Como resultado há incertezas, com mais intervenções. A inflação fica teimosamente fora da meta. A reforma tributária fica mais difícil. Ele considera que o País vive um novo período de baixa produtividade na indústria, enquanto se caracteriza pelo baixo crescimento. “Mas nada disso leva a um risco da situação desandar”, afirmou, observando que 2013 será momento de grande teste para as novas políticas econômicas.
PROJEÇÕES
As projeções da Tendências Consultoria para o fechamento do ano e em relação a 2013 foram apresentadas por Maílson da Nóbrega ao final da palestra. São as seguintes, correspondentes a este ano e ao próximo:
Avanço do PIB:
2012 – 0,8% 2013 – 3,2%
Inflação
2012 – 5,6% 2013 – 5,6%
Desemprego
2012 – 5,6% 2013 – 5,4%
Massa salarial real
2012 – 4,9% 2013 – 4,7%
Juros (Selic)
2012 – 7,25% 2013 – 7,25%
Taxa de câmbio
2012 – US$ 1 = R$ 2,10 2013 – US$ 1 = R$ 2,20
Balança comercial
2012 – R$ 18,5 bilhões 2013 – US$ 15 bilhões