General Motores e Chrysler apresentarão amanhã em Washington as linhas mestras dos programas que pretendem colocar em ação para sair da crise. Se as iniciativas não forem julgadas suficientes, perderão o direito à ajuda de US$ 17,4 bilhões que conquistaram no ano passado. O dinheiro terá que ser devolvido e levaria as duas empresas à insolvência. A GM ainda não recebeu US$ 4 bilhões desse total, mas já se sabe que precisará de outros recursos adicionais.
A formulação dos programas de recuperação das duas montadoras dependerá de concessões de todas as partes envolvidas, incluindo trabalhadores. Há dificuldades à vista também nos segmentos de fornecedores de autopeças e os distribuidores de veículos. O presidente Obama, sob a mira dos adversários, terá decisões difíceis a tomar para evitar um colapso de proporções gigantescas, com o fechamento de fábricas e milhares de postos de trabalho.
Os resultados de janeiro da indústria automobilística norte-americana indicam que a crise se aprofundou, levando o segmento a recordes negativos históricos.