Luis Moan, presidente da Anfavea, a entidade dos fabricantes de veículos, vai explicar em vídeo especialmente gravado para a abertura do fórum que a associação apoia a terceirização do trabalho no setor, por trazer maior segurança jurídica para a empresa e trabalhadores. Ele dirá não acreditar numa grande onda de terceirização e acentuará a importância de as montadoras terem seu próprio pessoal nas linhas de montagem. Em contraposição, seria recomendável contratar, para serviços temporários, um especialista em determinado projeto.
A terceirização do trabalho em serviços relativos a atividades-meio na indústria automobilística é praticada rotineiramente. Já a contratação de pessoal para a execução de atividades-fim das empresas é motivo de polêmica e combatida pelos sindicatos, para os quais essa prática é indesejável por tornar menos vantajosas as condições de trabalho. É preciso considerar também que nem sempre ficam claros os limites entre o que é atividade-meio e atividade-fim nas empresas, já que não existe uma clara regulamentação a respeito.
O tema está contemplado no Projeto de Lei 4330, de 2004, concebido para regulamentar a terceirização do trabalho nas empresas. Aprovado em votação na Câmara dos Deputados recentemente, o projeto segue para o Senado, onde deve encontrar restrições – a começar pelo seu presidente, Renan Calheiros.
Mais informações sobre o III Fórum de RH estão em www.automotivebusiness.com.br/forumrhautomotivo2015.html