
Os primeiros meses da Tesla no ano foram agitados. Houve queda nas vendas, guerra de preços, demissões em massa e as ações despencaram. No entanto, após visita relâmpago do CEO Elon Musk à China, as coisas mudaram.
Do país asiático, um dos principais mercados dos modelos elétricos da Tesla, e também onde a montadora mantém produção, Musk saiu com dois acordos importantes.
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Um deles é a parceria fechada com a gigante chinesa de tecnologia Baidu. As empresas vão desenvolver em conjunto sistemas de mapeamento e navegação para veículos autônomos.
Ainda neste campo, o segundo acordo versa sobre a possibilidade de veículos autônomos da Tesla entrarem em circulação na China, algo que teria sido aprovado por autoridades locais.
Mercado reage bem após quedas consecutivas da Tesla
Ambas as medidas repercutiram no mercado financeiro e as ações da Tesla listadas em bolsa voltaram a apresentar crescimento. No caso, 10% na manhã de segunda-feira, 29.
Os investidores parecem observar o mesmo que Musk: a aprovação dos carros autônomos elétricos na China representa oportunidade de se obter receita importante no país.
É bom lembrar que a Tesla tem enfrentado dificuldades em vender carros elétricos no país asiático, perdendo a concorrência para a montadora local BYD.
Segundo dados da Associação de Automóveis de Passageiros da China, a participação da Tesla no mercado chinês caiu de 10,5% para 6,7% ao longo de 2023.