O prejuízo é provocado, principalmente, pelas dificuldades da companhia para concretizar o plano de produzir volumes maiores do Model 3. O modelo é vendido por US$ 35 mil nos Estados Unidos e, portanto, tem margem menor do que os outros carros da companhia. A estimativa da Bloomberg é de que a produção do automóvel custe US$ 1 bilhão por trimestre. Ainda assim a montadora avalia que deve equacionar em breve sua complicada vida financeira à medida que a fabricação do modelo acelerar.
O burburinho em torno da Tesla também segue e firme e forte, com investidores confiantes. O valor de mercado da empresa está estável na casa dos US$ 50 bilhões, acima do registrado pela Ford, que produz e vende milhões de veículos globalmente.
Uma das estratégias da empresa para levantar dinheiro foi justamente a apresentação do caminhão Semi (leia aqui), que inaugurou a pré-reserva do modelo mediante pagamento de US$ 5 mil. A companhia também apresentou o Tesla Roadster, esportivo elétrico que chega ao mercado em 2020, mas já pode ser reservado por módicos US$ 50 mil.
Nas contas da Bloomberg a companhia precisa levantar pelo menos US$ 2 bilhões nos próximos meses para conseguir ir em frente com seus planos. Para chegar a este montante pode ser que a empresa precise tomar medidas mais dramáticas do que oferecer novos modelos para pré-reserva, como vender parte de seu controle acionário, medida que diluiria a participação dos controladores atuais, como o próprio CEO da empresa, Elon Musk.