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Alana Gandra, Agência Brasil
O setor de tecnologia da informação no Rio de Janeiro projeta faturar este ano mais de US$ 25 bilhões, com destaque para as áreas de desenvolvimento de software (programas de computador) e prestação de serviços. O presidente do Sindicato das Empresas de Informática do Estado do Rio de Janeiro, Benito Paret, disse na terça-feira, 31, que isso representará um crescimento de 10% a 11% em relação ao ano passado.
“Esse crescimento é exponencial. E creio que cada vez vai ser maior”, estimou. Paret é também o coordenador do Fórum Rio Info, aberto no Rio de Janeiro pelos ministros Sergio Rezende, da Ciência e Tecnologia, e Samuel Pinheiro Guimarães, chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.
Com mais de mil participantes inscritos e dez estados brasileiros representando um total de 150 empresários, a oitava edição do Rio Info reúne ainda delegações da Espanha, de Portugal, da França e dos Estados Unidos. O fórum se estenderá até dia 2. Benito Paret afirmou que o evento, considerado um dos mais importantes do setor de TI do país, está conseguindo “manter essa chama acesa, discutir tecnologia e fazer negócios”.
Na avaliação de Paret, os megaeventos esportivos que ocorrerão no Brasil até 2016 vão contribuir para movimentar a economia, repercutindo de forma positiva no crescimento da demanda por TI. “Tem eventos programados até 2020. Vai ser uma coisa muito importante para o Rio de Janeiro. E com grande impacto na indústria fluminense de software e serviços”.
Para o presidente do Seprorj, as oportunidades que se abrem para o setor de TI do estado ganham maior dimensão ainda com as atividades de exploração de petróleo na camada do pré-sal e com o Complexo Petroquímico do estado (Comperj). “Isso vai ser uma grande alavanca para a nossa economia”.
O ministro Samuel Pinheiro Guimarães salientou a importância do setor de TI na transformação das atividades produtivas. Coordenador do projeto de estratégia nacional para 2022, ele assegurou que a prioridade, na área de TI, é formar mão de obra e capacitar profissionais com o objetivo de reduzir a distância existente em relação aos países mais desenvolvidos. “Para se ter um Estado e empresas mais eficientes, é preciso investir em TI”. Guimarães acredita que somente assim o Brasil será mais competitivo nessa área.