
Como não existe almoço de graça – e nem carro barato nesta categoria –, o preço sobe junto: R$ 180 mil, ou R$ 25 mil acima da versão anterior do Tiggo 7; e R$ 18 mil abaixo do irmão maior Tiggo 8. Mas a Caoa Chery avisa que este valor é “promocional de lançamento, que pode ser alterado já a partir de janeiro, a depender do volume de vendas”, conforme explica o gerente de marketing Henrique Sampaio. O carro começou a ser vendido na quinta-feira, 16.
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Para o CEO da Caoa Chery, Marcio Alfonso, a renovação do Tiggo 7 responde aos anseios do consumidor de veículos desta categoria, que demanda modelos mais luxuosos e bem equipados – e aceita pagar mais por isso. Tanto que a versão TXS do SUV, vendida até o fim de dezembro por R$ 155 mil, soma 3,8 mil emplacamentos de janeiro a novembro e foi apenas o quinto modelo mais procurado da marca este ano, bastante atrás das mais de 9 mil unidades emplacadas do Tiggo 8 que sai por R$ 198 mil.
Contudo, Alfonso não teme a canibalização de vendas do produto menor sobre o maior. “Existe espaço para os dois, pois há quem considere o Tiggo 8 muito grande e quer o mesmo conforto em um modelo um pouco menor, o que oferecemos agora no Tiggo 7 Pro”, avalia o executivo. A ideia, portanto, é que a renovação do SUV médio atraia mais clientes sem roubar muito do SUV de sete assentos.
Terceiro lançamento da marca sino-brasileira este ano e décimo desde a criação da empresa em 2017, quando o grupo Caoa se associou em partes iguais na operação da chinesa Chery no Brasil, o Tiggo 7 Pro montado em Anápolis (GO) mostra a acelerada evolução tecnológica e de qualidade dos veículos chineses ao longo dos últimos anos, em união com a eficiente gestão comercial e de marketing do sócio brasileiro, que sabe construir marcas e produtos desejados – e com isso vem dobrando vendas e participação de mercado a cada ano.
Novo visual, mais refinamento e desempenho

Com 4,5 metros de comprimento, 1,84 m de largura e entre-eixo de 2,67 m, o Tiggo 7 Pro cresceu um pouco em relação à versão anterior do modelo, é o maior SUV de sua categoria, mas o que mais aumentou foi o refinamento e desempenho.
O design externo do Tiggo 7 segue a nova identidade visual da marca chinesa, no Brasil expressada pelo selo de luxo “Pro”, que integra o nome de todos os Caoa Chery lançados este ano – caso de uma versão do SUV compacto Tiggo 3x Pro e do sedã médio Arrizo 6 Pro –, que inclui a grade frontal maior e sem friso horizontal, conjunto óptico com nova assinatura luminosa e faróis e lanternas de LED, novas rodas de liga leve aro 18” e um leve redesenho do carro.
Sob o capô estão as maiores evoluções do Tiggo 7 Pro, a começar pelo motor 1.6 turbo GDI (injeção direta de gasolina) de 187 cavalos e torque máximo de 28 kgfm, acoplado ao câmbio automático de dupla embreagem e sete marchas, controlado por alavanca eletrônica tipo joystick. É o mesmo conjunto do Tiggo 8 lançado no ano passado, que confere ao irmão menor desempenho muito mais entusiasmante, com rápidas arrancadas e retomadas, em comparação com a performance “pesada” do Tiggo 7 equipado com o motor 1.5 turbo com injeção indireta e 150 cavalos.
A suspensão independente nas quatro rodas também foi retrabalhada, em cerca de um ano de desenvolvimento no Brasil, com ótimo resultado. O Tiggo 7 Pro tem rodagem macia e confortável, mas segura, estável e muito silenciosa.
Versão única, sem opcionais, nem ACC
A exemplo do irmão maior, o Tiggo 7 Pro é vendido em versão única, sem opcionais, e traz algumas das mais recentes evoluções tecnológicas da indústria automotiva, como o controle eletrônico de estabilidade e tração ESP 9.3 da Bosch, que agrega atuadores digitais 30 vezes mais rápidos que os usados na versão anterior do sistema.
O carro também tem vários sensores e câmeras que fazem funcionar o sistema de alerta de presença de veículos no ponto cego do retrovisor, aviso de tráfego cruzado traseiro para manobras de ré, sinalização luminosa nas quatro portas de tráfego lateral (para sair do carro com segurança) e um aviso de aproximação traseira que liga automaticamente o pisca-alerta.
Apesar de bastante evoluído, o Tiggo 7 Pro fica devendo alguns sistemas de segurança ativa e auxílio avançado à condução já bastante comuns em modelos desse nível de preço, como é o caso do controle adaptativo de velocidade, o ACC (só há o cruise control tradicional sem controle de distância), assistente de permanência em faixa (LKA) e frenagem automática de emergência (AEB), todos presentes nos principais concorrentes Compass, Corolla Cross e Taos, e também em SUVs e sedãs mais baratos. Segundo o CEO Marcio Alfonso, esses equipamentos “vão vir”.
Os sistemas de segurança passiva (pós-acidente) incluem seis airbags (frontais, laterais e cortinas), fixação Isofix para cadeiras infantis e aviso de afivelamento de cintos para todos os cinco ocupantes.
Interior confortável, bem acabado e tecnológico

Por dentro o Tiggo 7 Pro é confortável e bem acabado, com bancos, painéis e volante multifuncional revestidos em couro. O painel é bastante tecnológico, com quadro de instrumentos digital configurável em uma tela colorida de 12,3”, com velocímetro, conta-giros e informações do veículo como pressão dos pneus, consumo e autonomia.
Ao centro do painel a tela tátil de 10,25” espelha as câmeras de ré e laterais, com visão do alto 360 graus para facilitar as manobras. Também integra os controles do sistema de som, climatização, configurações do veículo – incluindo o grau de abertura da tampa do porta-malas que pode ser regulado entre 100% e 70%, ou a cor da iluminação interna dos filetes de LED –e navegação com espelhamento de aplicativos de smartphones por cabo rodando Android Auto ou Apple Car Paly. O celular pode ser carregado por indução, sem fio, no console central ou conectando em uma das duas tomadas USB.

O travamento/destravamento das portas é automático, por aproximação do cartão-chave, que também libera o acionamento do motor no botão start/stop ou mesmo do lado de fora, para ligar a climatização e refrescar a cabine antes de entrar no veículo. O ar-condicionado eletrônico pode ser regulado em duas zonas de temperatura e conta com ventilação para a parte traseira da cabine.
Os dois assentos dianteiros têm ajustes elétricos. O porta-malas acomoda 475 litros de bagagens da família, que pode viajar com a iluminação natural do amplo teto panorâmico.
Com garantia de fábrica de cinco anos, o conjunto da obra no Tiggo 7 Pro aponta para o fato que os chineses estão fazendo carros cada vez melhores, enquanto aprendem a vende-los cada vez mais no Brasil.