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TMD crescerá com asiáticas e reposição

A nova fábrica que a TMD Friction começou a construir em Salto (SP) esta semana (leia aqui), com investimento de R$ 142 milhões, já prevê o fornecimento de pastilhas e lonas de freios para novos clientes, principalmente montadoras de origem asiática que a empresa ainda não atende no Brasil, apesar de fazer parte do grupo japonês Nisshinbo. “Com esses novos contratos que estamos negociando (para fornecimento original e mercado de reposição), a partir de 2017 ou 2018 deveremos aumentar em 85% nosso faturamento no País”, informa Edilson Jaquetto, diretor de negócios de equipamentos originais (OE).
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pedro

16 mai 2014

3 minutos de leitura

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Por causa da necessidade de aumentar a produção, a TMD vai transferir totalmente suas operações de Indaiatuba (SP), onde funciona há 39 anos, para Salto, a 15 quilômetros de distância. A mudança será gradual e por um período de um ano as duas plantas vão trabalhar simultaneamente, “para evitar qualquer interrupção de fornecimento aos clientes”, destaca Jaquetto. A transferência começa a ser feita no segundo semestre de 2015, quando a nova unidade inicia a produção, e segue até o segundo semestre de 2016, com a desativação total da planta antiga.

Jaquetto explica que, embora ainda exista espaço no terreno de 80 mil metros quadrados em Indaiatuba, onde a fábrica só ocupa 18 mil m3, não é mais possível fazer ampliações nem continuar operando, pois o local desde 2006 foi convertido em zona residencial, com restrições maiores para emissões de gases e nível de ruído, incluindo também limitações para o tráfego de caminhões para receber componentes e escoar a produção. “A Cetesb só renovou nossa licença ambiental até 2016, aí precisamos acelerar o plano de mudança, para poder continuar a crescer”, diz.

Segundo o executivo, a busca por novas localidades começou há cerca de um ano, com visitas a 25 cidades diferentes, incluindo os estados de São Paulo e Minas Gerais. “Nossos estudos apontaram que era fundamental permanecer na mesma região, para evitar qualquer risco de fornecimento aos clientes”, lembra Jaquetto.

Atualmente os maiores compradores da TMD no segmento original, que representa 40% do faturamento da empresa, são os fabricantes de sistemas de freios Continental, TRW e CDI (antiga divisão da Bosch), todos eles localizados na mesma região do interior paulista. Também são fornecidas pastilhas e lonas diretamente à maioria das montadoras, mas para os serviços de reposição nas concessionárias. “Com as negociações que estamos fazendo com marcas asiáticas, que ainda não atendemos, temos chances de aumentar nossas vendas nessa área”, diz o diretor.

MODERNIZAÇÃO

A fábrica de Salto também deverá ampliar o poder de atuação no mercado de reposição independente, de onde vêm 60% do faturamento e a TMD atua com a marca Cobreq, incluindo também o segmento de pastilhas e lonas para veículos pesados e motos. “Vamos modernizar muito a produção para atender essa área na nova planta, pois em Indaiatuba ainda atuamos com maquinário antigo”, explica Jaquetto.

Com equipamentos modernos e mais produtivos, a produção atual de pastilhas, em três turnos de trabalho, deve saltar de 16 milhões para até 22 milhões de unidades/ano, e a de lonas sobe de 9 milhões para até 17 milhões/ano. Em comparação com Indaiatuba, a nova fábrica terá quase o dobro de área construída, que ficará entre 30 mil e 32 mil metros quadrados. O terreno de 100 mil m3, segundo Jaquetto, poderá ampliar em 70% a área fabril, caso sejam necessárias novas expansões.

O executivo dia que a nova fábrica terá muita tecnologia japonesa importada do grupo Nisshinbo, controlador da alemã TMD Friction. As máquinas mais modernas deverão ser transferidas de Indaiatuba para Salto, algumas virão usadas de unidades da companhia e outras serão compradas novas. “O importante é que em uma planta completamente nova podemos fazer tudo exatamente como queremos, sem emendar processos como em uma colcha de retalhos.”