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TMD Friction investirá R$ 92 milhões em Salto

A TMD Friction, fabricante de pastilhas e lonas de freios, dona da marca Cobreq no mercado de reposição, anuncia investimento de R$ 92 milhões no Brasil. O aporte será destinado à construção de uma nova fábrica em Salto (SP) e transferência das operações de Indaiatuba (SP) para lá. O aporte atenderá a implementação de novos equipamentos e tecnologias de produção. Parte do montante será aplicado pela operação brasileira, outra virá do Japão, já que agora a companhia pertence ao Grupo Nisshimbo. Uma parcela deve ainda ser financiada pelo BNDES.
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Giovanna Riato

05 nov 2013

2 minutos de leitura

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A mudança está prevista para 2016 e pretende resolver dois problemas que a companhia enfrenta atualmente. O primeiro é a limitação da capacidade produtiva, que não consegue acompanhar o aumento da demanda no aftermarket. Além disso, a organização está pressionada pelas transformações no município em que está instalada no interior paulista.

“Viemos para Indaiatuba em 1975 e essa era uma área industrial. Os anos passaram e a cidade foi crescendo. Em 2001 a região se tornou área mista e, em 2006, em zona residencial”, explica Edilson Jaquetto, diretor geral dos negócios de equipamentos originais (OE) da companhia no Brasil. O executivo também lidera o projeto da nova planta em Salto.

Ele avalia que a transformação na cidade ameaça o futuro da operação da região ao criar entrave ao aumento da capacidade produtiva e aumentar o custo da operação, já que a exigência de controle ambiental ficou mais rigorosa. “Investimos quase R$ 3 milhões em filtros de odores exigidos pela Cetesb”, conta. Segundo ele, com isso a empresa assegurou licença para operar ali até 2016, mas não há garantia de que esse prazo poderá ser estendido.

AUMENTO DA PRODUÇÃO

Com a mudança para a nova fábrica, a TMD Friction espera ganhar fôlego para ampliar sua participação de mercado. Na área de equipamentos originais, a capacidade produtiva passará das atuais 8 milhões para 10 milhões de pastilhas por ano. Já a de lonas de freio para veículos de passeio subirá de entre 5 milhões e 6 milhões para 8 milhões, com completa modernização do processo produtivo.

Com a mudança, a empresa pretende atender as marcas daquele país com unidades fabris no Brasil. Segundo Jaquetto, apesar de ter participação importante de mercado, a empresa ainda tem baixa penetração entre as montadoras asiáticas.

Para atender o segmento de reposição, o potencial produtivo anual da companhia saltará de 8 milhões para 10 milhões de pastilhas de freio para carros de passeio. A expansão será de 5 milhões para 8 milhões no caso dos componentes destinados a veículos comerciais.