
A fabricante de veículos que mais importou itens em 2013 foi a Toyota, que comprou fora do País US$ 2,57 bilhões, expansão de 10,8% sobre 2012, e vendeu ao exterior US$ 864 milhões, redução de 6%, gerando assim o maior déficit comercial do setor, de US$ 1,7 bilhão. O fato ocorre justamente quando a montadora expandiu suas vendas no Brasil com o popular Etios, o que comprova o grande volume de componentes importados do carro, incluindo o motor.
O segundo lugar na lista é da Volkswagen, que importou US$ 2,5 bilhões, em queda de 3,3% ante 2012. Mas a companhia foi a maior exportadora do setor e 15ª no geral no ano passado, embarcou US$ 1,88 bilhão, em alta de 10%. Mesmo assim, a empresa gerou déficit de US$ 614 milhões, o terceiro maior do setor.
A Ford foi a terceira maior importadora de 2013, com US$ 2,37 bilhões, expansão de 26,9% sobre 2012, como provável efeito do início da produção do New Fiesta no Brasil, ainda com volume expressivo de peças importadas. Na mão contrária, as vendas externas da Ford também tiveram alta, de 20%, e a empresa foi a segunda maior exportadora do setor, com US$ 1,7 bilhão. Mas o saldo negativo de sua balança comercial cresceu para US$ 644 milhões e foi o segundo maior registrado entre as montadoras no País.
Atrás de Volkswagen e Ford, a General Motors foi a terceira maior exportadora do setor em 2013, com embarques que totalizaram US$ 1,69 bilhão, em alta de 18,6% sobre 2012. Mas a GM também está entre as maiores importadoras, na quinta posição, com compras no exterior de US$ 1,74 bilhão, valor quase igual ao de vendas externas. Com isso a empresa acumula um dos menores déficits, de US$ 44 milhões. Mas essa cifra pode ser maior, já que a GM usa a Cisa Trading para intermediar suas importações de veículos prontos pelo porto de Vitória (ES), operação que tinha grande desconto de ICMS até 2012.
DESEMPENHO PORCENTUAL
Em termos porcentuais, quem registrou o maior avanço nas importações entre 2012 e 2013, de 114,3%, foi a BMW, com US$ 540,5 milhões, graças à cota que a empresa ganhou para importar seus carros em troca do investimento que faz em fábrica no País.
Outra expansão significativa de importações foi da Scania, que comprou no exterior US$ 976,8 milhões em componentes para seus caminhões montados no Brasil, uma elevação de 65,8% sobre 2012, que coincidentemente vem acompanhada do bom desempenho da marca no mercado brasileiro no ano passado. A Scania também é uma tradicional exportadora do setor, mas em 2013 suas vendas externas de US$ 827 milhões, mesmo em alta de 9,2%, não foram suficientes para conter o déficit de US$ 150 milhões em sua balança comercial, em contraposição ao superávit de US$ 168 milhões um ano antes.
O terceiro maior aumento porcentual de importações entre as montadoras instaladas no País foi da Hyundai, que em 2013 elevou em 51% suas compras externas, para US$ 439,4 milhões. O resultado, ao mesmo tempo em que foi acelerada a produção da linha HB20 em Piracicaba (SP), comprova a alta utilização de componentes importados pela fabricante, pois o valor só contempla peças. As importações de veículos prontos da marca estão a cargo do Grupo Caoa – que aliás importou 13,7% menos no ano, US$ 832,3 milhões.
Do lado das exportações, o maior avanço porcentual foi obtido pela PSA Peugeot Citroën, que aumentou seus embarques a partir do Brasil em 108,3% em 2013, para US$ 798,4 milhões. Em contrapartida suas importações caíram 1,5%, para US$ 1,07 bilhão, contribuindo para reduzir seu déficit para US$ 278 milhões.
A Fiat também teve expansão porcentual significativa de suas vendas externas, que cresceram 30,6% em 2013, para US$ 1,51 bilhão, contra importações no mesmo patamar de US$ 1,7 bilhão, que resulta em déficit de US$ 191 milhões.