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Tombini: Brasil cresce acima de 4,5% em 2013

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, estimou que o Brasil crescerá a um ritmo acima de 4% no último trimestre de 2012 e projeta avanço de 4,5% no primeiro semestre do próximo ano.
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Redação AB

19 jun 2012

2 minutos de leitura

“De acordo com estimativas do próprio mercado, uma visão com a qual eu compartilho, no quarto trimestre de 2012 o Brasil estará crescendo a um ritmo de 4% na comparação com igual período de 2011. E crescerá acima de 4,5% no primeiro semestre de 2013, na mesma base de comparação”, disse o presidente do BC nesta terça-feira, 19, citado pela agência de notícias Reuters.

Segundo ele, os elementos que darão sustentação a essa melhoria do ritmo de crescimento do país serão a continuidade da geração de emprego e renda e os impulsos já introduzidos na economia, cujos efeitos ainda não se manifestaram plenamente. Tombini também afirmou que há um processo de “contínua expansão moderada do crédito” e “espaço para ampliação do consumo”.

“É exatamente o consumo que dará propagação ao crescimento, incentivando a realização de novos investimentos privados, os quais darão suporte ao crescimento sustentável nos próximos anos”, sustentou o presidente do BC.

Para Tombini, a inflação seguirá em declínio e em direção à meta de 4,5% e ressaltou o processo de desinflação que vem ocorrendo desde o segundo semestre do ano passado.

“É fundamental destacar, neste momento, que a inflação tende a seguir em declínio, a se deslocar na direção da trajetória de metas.”

Ao se referir à economia internacional, o presidente do Banco Central reforçou a visão da autoridade monetária de um cenário de longo prazo com crescimento baixo nos principais blocos. “Isso representa para o Brasil um impacto de neutro para desinflacionário.”

Tombini também lembrou que o Brasil convive com um patamar de juros menor do que o praticado há alguns anos. “Aos poucos, começamos a observar uma mudança na estrutura de curvas de juros de médio e longo prazos”, comentou.
O outro lado dessa mudança, observou o presidente do BC, é que “esse novo ambiente exigirá atenção redobrada dos participantes do mercado na assunção e gerenciamento de riscos.”