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Toyota ainda lidera, mas prevê queda em 2015

A Toyota divulgou o resultado consolidado de suas vendas e produção globais em 2014: os números apontam que houve aumento de 3% das vendas com relação ao ano anterior, para o total de 10,23 milhões de unidades, ultrapassando pela primeira a marca de 10 milhões em um ano, conforme comunicado divulgado na quarta-feira, 21. O volume, que considera as marcas Toyota, Daihatsu e Hino (esta última fabricante de veículos comerciais pesados do grupo) mantém a montadora como líder global, com pequena vantagem à frente do Grupo Volkswagen, que no início do ano comemorou ter superado a marca japonesa (leia aqui).
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Redação AB

21 jan 2015

2 minutos de leitura

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Contudo, apesar do resultado que a mantém no topo, a Toyota pode perder o reinado que conquistou em 2009 este ano, isso porque a montadora projeta vendas menores em 2015, movimento que pode fazer a Volkswagen assumir o primeiro lugar da indústria global antes do prazo que se impôs de 2018. Se confirmada a estimativa da montadora – que prevê volume 1% menor do que o de 2014, para 10,15 milhões de unidades – marcará a primeira queda anual em pelo menos 15 anos, previsão que exclui 2011, quando terremoto e tsunami suspenderam temporariamente a produção no Japão.

Segundo a empresa, o resultado será influenciado pela desaceleração da demanda em mercados emergentes, especialmente a China, onde a companhia espera que o crescimento caia pela metade este ano depois das vendas terem ficado aquém do seu objetivo em 2014, na esteira de uma desaceleração da economia do país e tensões políticas entre Pequim e Tóquio, que causam animosidade dos consumidores chineses em comprar produtos de marcas japonesas. Em movimento inverso, a China ajudou a rival Volkswagen a ter um crescimento de vendas de 4,2% no ano passado, para 10,14 milhões de veículos. Por sua vez, a GM terminou em terceiro na corrida de vendas do ano passado, com o volume global de 2% de aumento, para 9,92 milhões de veículos.

A perspectiva de queda da Toyota também reforça a determinação do presidente da corporação, Akio Toyoda, de orientar a empresa para um crescimento rentável em vez de perseguir volumes, após ser prejudicada por um excesso de capacidade na sequência da crise financeira global de 2008.

No entanto, a forte demanda dos Estados Unidos pode aumentar em 1% a produção global neste ano, para 10,21 milhões de unidades, prevê a Toyota.