
Entre abril e setembro a Toyota registrou lucro líquido de US$ 6,84 bilhões, com expressiva alta de 572% em relação ao ano anterior. Na época a empresa foi fortemente afetada pelo terremoto e pelo tsunami que atingiram o Japão em março. “Houve um significativo aumento dos volumes de produção. Embora a valorização do iene continue afetando os nossos negócios, há políticas de incentivo à venda de automóveis em diversos países e nos beneficiamos ainda de um intenso corte dos nossos custos”, explica Satoshi Ozawa, vice-presidente executivo da companhia.
No primeiro semestre do ano fiscal, a montadora japonesa teve faturamento de US$ 136,20 bilhões, com expansão de 36,1% sobre o resultado registrado há um ano. O lucro operacional, que considera apenas a atividade principal da empresa, descontando perdas ou ganhos financeiros, chegou a US$ 8,66 bilhões entre abril e setembro, com elevação de 693%.
As vendas globais de veículos da Toyota aceleraram 49,5%, para 4,51 milhões de unidades. Já a produção evoluiu 43,1% para 4,40 milhões de carros.
REGIÕES
Como segundo maior mercado da Toyota, o Japão teve vendas de 1,19 milhão de unidades, com salto de 49,5% na comparação com o primeiro semestre do ano fiscal anterior. A produção na região alcançou 2,20 milhões de veículos, com crescimento de 40,4%.
A América do Norte, maior mercado mundial da Toyota, absorveu 1,26 milhões de carros da companhia, com evolução de 82,8%. A produção das fábricas instaladas no continente chegou a 841,6 mil unidades, quase o dobro do ano anterior, com expansão de 81,1%.
A companhia japonesa também ampliou os volumes comercializados na Europa mesmo diante da retração do mercado. Com 412,1 mil emplacamentos, houve incremento de 14,1% nas vendas. Já a produção ficou em 179,8 mil unidades, com avanço de 16,6%. Na Ásia a empresa vendeu 839,8 mil veículos, com alta de 36,5%. O ritmo das fábricas cresceu 37,3% para 948,2 mil unidades.
Nas outras regiões em que a organização atua, que inclui América Central e do Sul, Oceania e África, houve aumento de 43,8% nas vendas, para 811,4 mil carros. A produção nestes mercados foi de 225,2 mil unidades, com aumento de 16,4%.