
A Toyota do Brasil diz lamentar profundamente o fato de que alguns incidentes possam tirar a tranqüilidade dos proprietários do Corolla Nova Geração e, com o objetivo de promover completo esclarecimento e orientação correta aos seus clientes quanto ao uso do tapete, tomou a iniciativa de, junto ao Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, realizar uma campanha de chamamento preventiva.
Segundo a Toyota, a campanha pretende trazer informação clara sobre a importância da correta forma de fixação do tapete e as conseqüências da inobservância desse procedimento; e verificar o sistema de fixação do tapete no assoalho do veículo, com a eliminação de eventuais não conformidades.
A empresa deve informar nos próximos dias aos proprietários dos veículos envolvidos no recall os procedimentos a serem adotados e pretende divulgação as ações da campanha.
A empresa encerra a nota dizendo que ‘reconhece o valor da participação ativa das entidades de defesa do consumidor neste processo e reforça o seu compromisso com a satisfação dos seus clientes’.
A evolução na posição da montadora sobre a questão foi rápida e sinaliza que ela não quer se meter na mesma armadilha que ocorreu em outros países diante da opinião pública, onde protelou a decisão do recall e foi acusada de esconder informações ao mercado.
Apesar da decisão pelo recall, em comum acordo com os representantes do Procon e DPDC, falta compreender melhor quanto o Corolla fica vulnerável diante de uma inadequada colocação dos tapetes ou fixação. Em qualquer tempo, é impensável imaginar que um descuido do proprietário do carro com o tapete coloque em risco sua vida e a de outras pessoas.
Negociações
A Toyota assumiu compromisso de fazer o recall do tapete depois de ser pressionada pelo Procon de Minas Gerais e obrigada a suspender as vendas do Corolla no estado. O Grupo de Estudos Permanentes de Acidentes de Consumo, do qual o Procon-SP faz parte, chegou a solicitar ao Denatran a suspensão da comercialização do modelo. A sugestão não foi levada adiante porque a Toyota se comprometeu a realizar o recall.
No dia 23, sexta-feira, a montadora distribuiu comunicado dizendo que respeitava, mas não concordava com a decisão de suspender as vendas do Corolla no Estado de Minas Gerais e tomaria as medidas necessárias para preservar seus direitos.
A Toyota afirmava na nota que a decisão do Ministério Público de Minas Gerais se baseava em alguns casos de aceleração involuntária reportados por clientes. “Após análise desses casos, a empresa identificou que o retorno do pedal do acelerador foi afetado pelo mau posicionamento ou instalação incorreta do tapete do motorista, assim como pelo uso de tapetes não genuínos, incompatíveis com o projeto do veículo” – ressaltou.
Segundo ainda a companhia, a campanha de recall do pedal do acelerador anunciada pelas afiliadas da Toyota Motor Corporation não afetaria os modelos vendidos no mercado brasileiro. Afirma a filial nacional que os componentes dos modelos usados nas regiões atingidas pelo recall são diferentes dos usados nos veículos Toyota vendidos no País.