
A convocação abrange os modelos Corolla Altis XEi 2.0; XEi, SEG, XLi e GLi 1.8; e XLi 1.6 produzidos a partir de 2008.
A Toyota ressalta acreditar firmemente que o Corolla produzido no Brasil não apresenta qualquer vício ou defeito que possa colocar a saúde e segurança dos consumidores em risco, além das razões acima descritas, as quais estão relacionadas ao tapete do motorista.
A campanha terá duas fases. Na primeira haverá verificação e eventual fixação de tapetes genuínos. Para tapetes não originais da fábrica a concessionária esclarecerá sobre a importância de sua não utilização e riscos de sua inobservância. A Toyota recomenda agendamento prévio e remoção imediata do tapete do lado do motorista, sem sua substituição antes da verificação no concessionário.
Na segunda fase, a ser anunciada, haverá colocação nos veículos dos avisos de segurança sobre uso e fixação de tapetes genuínos; entrega e explicação do encarte especial do manual do proprietário relativo ao uso e à fixação dos tapetes genuínos; e substituição do tapete não genuíno por tapetes genuínos.
Mais informações pelo tel. 0800 703 02 06 ou em www.toyota.com.br.
Dúvidas
Embora ainda não se conheça o alcance da campanha preventiva organizada pela Toyota, ficará sem solução a inegável vulnerabilidade do carro a uma utilização inadequada dos tapetes. A própria montadora já divulgou press release informando que apenas 60% dos envolvidos em recalls atendem às convocações.
O atual recall pressupõe que avisos e encartes do manual sejam seguidos à risca para garantir que o acelerador não ficará emperrado com o deslocamento do tapete. Será que essa iniciativa é suficiente? Será que o lavador do carro recolocará o tapete corretamente? Será que o proprietário do veículo vai atender ao recall? E ler o manual ou o encarte? Qual será a porcentagem de proprietários do veículo que efetivamente leem o manual?
Com a palavra a Toyota.
Omissão
Embora a Toyota tenha admitido publicamente que apenas seis proprietários de cada dez atendem um recall, há quem alerte para o fato da média das resposta ser ainda mais baixa.
Há diversas justificativas para a omissão do dono do veículo, que pode ter origem na ineficiência da comunicação.
Muitos donos mudam de endereço ou revendem o veículo, tornando inócuo o comunicado de recall. Em outros casos o proprietário não dá importância à campanha de reparação.
Como o recall trata de questões relativas à segurança das pessoas e sua aplicação não é satisfatória, as ameaças detectadas por defeitos nos veículos estão latentes na frota circulante.