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Toyota Corolla 2015 está chegando à rede

Com direito a uns passinhos de disco music arriscados pelo CEO para a América Latina e Caribe, Steve St. Angelo, a Toyota apresentou a linha 2015 do sedã Corolla. O carro chega no dia 14 de março à rede em três versões, GLi 1.8 (R$ 66.570), XEi 2.0 (R$ 79.990) e Altis (R$ 92.900). Os novos valores estão em média 2% mais altos e a versão de entrada GLi sai por R$ 69.990 na opção automática.
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cria

12 mar 2014

5 minutos de leitura

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Ambos os motores são flexíveis e deram adeus ao tanquinho de gasolina para partida a frio. No lugar dele entra em cena o sistema de injeção da Delphi, que pré-aquece o combustível sempre que necessário, dispensando o reservatório auxiliar.

Chama bastante a atenção na linha 2015 o desenho bem mais atual da nova carroceria, a mesma de mercados europeus e asiáticos: “Estou certo de que o carro será líder novamente este ano”, afirma o vice-presidente executivo da montadora, Luiz Carlos Andrade Júnior. Em 2013, foi o Honda Civic o sedã médio mais vendido no Brasil. Essa liderança se manteve no primeiro bimestre de 2014, assim como o segundo lugar do Corolla.

Diante da possibilidade de sucesso do novo sedã fabricado em Indaiatuba (SP), o CEO da Toyota para a América Latina e Caribe, Steve St. Angelo, afirmou: “Com a adoção de algumas medidas na fábrica, poderemos chegar a 80 mil unidades por ano.” Atualmente, a unidade tem capacidade para 70 mil Corolla, feitos em dois turnos, que em tese seriam mantidos.

“Três turnos é algo pouco usual para a Toyota. As máquinas também precisam descansar”, afirma, recordando os ajustes e manutenção necessários às linhas de montagem. Os Corolla feitos no Brasil terão como destino o mercado interno e a Argentina. O CEO voltou a falar sobre seu desejo de exportar para mais países e da falta de competitividade dos carros brasileiros, mas evitou apontar culpados. “Todos sabemos quais são os problemas. O importante é solucioná-los. Precisamos nos juntar (com o governo) e encontrar formas de nos tornarmos competitivos e exportar para México, Estados Unidos…”

O assunto já havia sido abordado por St. Angelo durante o assentamento da pedra fundamental da fábrica de motores que será erguida pela Toyota em Porto Feliz (veja aqui).

O novo presidente da Toyota do Brasil, Koji Kondo, diz ter o mesmo sonho de St. Angelo, o de ampliar os embarques. “Quando vim para a região, implantamos mudanças para reduzir custos e nos tornarmos base de exportação para toda a América do Sul.” Kondo comemora a produção de 116.140 unidades em 2013, somados Corolla (fabricado em Indaiatuba) e Etios (Sorocaba).

Mais que isso, as boas vendas internas (176 mil veículos, somados os modelos locais aos vindos da Argentina e Japão) elevaram o Brasil de 13º para 9º maior mercado global para a Toyota. Kondo quer mais. “Este ano certamente será ainda melhor”, diz, confiante no sucesso do Corolla, que deve passar das 60 mil unidades até o fim do ano.

MUDANÇAS IMPORTANTES
Corolla
Acabamento bem cuidado e conforto são ponto forte do sedã, que tem sistema de navegação e TV digital de série para as versões XEi e Altis; espaço continua bom à frente e está melhor para as pernas de quem viaja atrás porque a distância entre eixos do Corolla aumentou dez centímetros.

Além do novo desenho, outro destaque do Corolla é a transmissão automática Multi-Drive (do tipo CVT) fornecida pela Aisin. Ela simula sete marchas. Nas versões XEi e Altis, permite trocas sequenciais por aletas atrás do volante e traz modo Sport. A versão GLi traz de série câmbio manual de seis marchas e tem como opção a nova caixa automática de sete marchas, mas sem moto esportivo nem aletas no volante.

Segundo a Toyota, a nova versão 2.0 está mais eficiente que a anterior na aceleração de 0 a 100 km/h (cujo tempo caiu de 11,6 para 9,7 segundos), nas retomadas de velocidade de 80 a 120 km/h (que baixaram de 4,67 para 3,39 segundos) e na frenagem a 100 km/h (cuja distância diminuiu de 60,5 para 51,6 metros).

Ainda de acordo com a montadora, o modelo obteve letra A no selo de eficiência energética. Com etanol, a versão GLi 1.8 automática fez 7,8 km/l na cidade e 9,2 km/l na estrada. Esses números sobem para 11,4 e 13,2 km/l com gasolina. Os carros com motor 2.0 (sempre automáticos) fizeram com etanol 7,2 km/l na cidade e 8,8 km/l em rodovia. Com gasolina, esses números passam para 10,6 e 12,6 km/l.

DIRIGIR É A MELHOR PARTE

Ficou muito bem acertado esse Corolla 2015. A nova carroceria tornou melhor a posição de dirigir como mudanças no ângulo do volante e na postura do motorista. Os comandos são fáceis e ficam todos à mão. O pacote de materiais fonoabsorventes também foi reforçado e o resultado disso é um grande sossego para quem dirige em estrada.

Automotive Business dirigiu a versão XEi 2.0 por mais de 50 quilômetros alternando rodovias com tráfego livre e pesado. A 120 km/h e com a sétima marcha em uso mal se ouve o motor ali na frente, girando a cerca de 2,7 mil rpm. As retomadas às vezes pedem a redução de duas marchas em vez de uma se o motorista quiser dar uma estilingada mais rápida ou ultrapassar com segurança. Para o motor 1.8, a potência máxima se manteve em 144 cv. O 2.0 produz agora 154 cv com etanol, um cavalinho a mais.

Corolla
Motor 1.8 produz até 144 cv e o 2.0, 154 cv. Ambos adotam sistema de injeção Delphi que pré-aquece o combustível e dispensa o tanquinho de gasolina para partidas a frio. Nova transmissão Multi-Drive CVT simula sete marchas. É de série na XEi e Altis e opcional da GLi. Sistema de iluminação tem desenho bem moderno. Faróis do Altis vêm com LEDs.

A vida é tranquila dentro do novo sedã. Não há o que falar contra a posição dos comandos, os materiais de acabamento. Tudo é bem cuidado. Quem vai no banco traseiro tem agora mais espaço para as pernas porque a distância entre eixos passou de 2,60 para 2,70 metros. O comprimento total subiu de 4,54 para 4,62 metros. O porta-malas manteve o volume de 470 litros.