
A Hino Motors e a Toyota Motor Corp. foram acusadas formalmente de conduta antiética em um processo aberto nos Estados Unidos. O caso foi aberto na Flórida representando proprietários que compraram caminhões da marca Hino entre os anos de 2004 e 2021.
O processo não especifica a quantia pedida pelos reclamantes, mas mencionou que o total agregado passa de US$ 5 milhões. É especificado também que, por ora, o pedido contempla apenas casos na América do Norte, embora não esteja descartada a possibilidade de algo semelhante em outras regiões do mundo.
Entenda porque Toyota e Hino são processadas nos EUA
O escândalo veio à tona de forma oficial em agosto, quando foi divulgado o resultado de uma investigação conduzida a pedido da própria Hino. A fabricante falsificou relatórios de dados de emissões de poluentes desde 2003.
O comitê investigativo atribuiu o escândalo a um “ambiente tóxico”, no qual engenheiros não se sentiam capazes de desafiar ordens dadas por seus superiores. O veredito, a propósito, foi considerado um raro caso de crítica à cultura corporativa japonesa.
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Na ocasião, Satoshi Ogiso, presidente da Hino, se desculpou diante da imprensa e assumiu a responsabilidade pelas fraudes descobertas. O executivo disse ter recebido uma mensagem do presidente da Toyota, Akio Toyoda, afirmando que sua conduta na Hino “traiu a confiança dos acionistas”. A Hino se comprometeu a reestruturar seus processos.
O ministério dos transportes do Japão, que já havia revogado a licença da fabricante de caminhões em março, disse que pedirá explicações à Hino. A empresa já convocou quase 47 mil veículos fabricados entre abril de 2017 e março de 2022, e prevê que outras 20.900 unidades devem ser chamadas para a realização de recall.
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