
Apesar de ainda não ter preço definido, o lançamento deve chegar às concessionárias brasileiras entre R$ 130 mil e R$ 150 mil, segundo Ricardo Bastos, diretor de relações públicas e governamentais da companhia, que participou de debate durante o Salão Latino-Americano de Veículos Elétricos, na terça-feira, 14, em São Paulo. De acordo com ele, com o adicional de 30 pontos na alíquota do IPI de carros produzidos fora do Mercosul e México, o automóvel chega ao Brasil sobretaxado em 120%, considerando também ICMS, imposto de importação, PIS e Cofins.
O executivo garante que o plano da companhia é produzir localmente uma versão do carro que combine um motor flexível etanol-gasolina e outro elétrico. “Por enquanto, não há escala para fabricar essa configuração fora e importar para o Brasil, mas se produzirmos aqui, poderemos fazer”, explica. Apesar da intenção, o plano da companhia japonesa deve demorar a sair do papel. Bastos estima que seriam necessários entre dois e três anos para avaliar a aceitação do consumidor local.
A partir daí a adaptação do carro ao País pode levar até três anos, entre adequação do projeto, estabelecimento de fornecedores e ajuste ou instalação de uma unidade produtiva para o automóvel. É bastante provável que a empresa já tenha reservado espaço para isso no recém-inaugurado complexo instrial de Sorocaba (SP). Para que seja viável, a produção local do Prius precisa ter escala mínima de 50 mil unidades por ano. “A ideia é fazer do Brasil polo de exportações para a América Latina”, afirma.
INCENTIVO GOVERNAMENTAL
Bastos ressalta que o projeto tem poucas chances de dar certo sem apoio do governo. “Temos conversado muito. Por enquanto vamos vender o Prius sem margem de lucro aqui. Para localizar a produção, no entanto, precisaremos de uma política específica”, explica.
Para ele, novas regras para carros elétricos e híbridos podem ser anunciadas apenas depois da regulamentação do novo regime automotivo. Até lá o foco está em definir metas de eficiência energética para os veículos nacionais. O executivo da Toyota lembra que o interesse em estabelecer metas de redução nas emissões já mostra que o governo pretende puxar avanço tecnológico da indústria
