
O veículo submetido aos testes é da nova geração da Hilux, produzida na Tailândia e ainda não lançada no Brasil. O modelo, que já é oferecido em alguns mercados da América Latina, deve começar a ser produzido na Argentina ainda em 2015. A versão local também será submetida a avaliação do Latin NCAP quando chegar ao mercado.
Como resultado desta primeira avaliação, a entidade constatou que a picape, que tem três airbags já na configuração mais básica, conta com estrutura robusta e foi capaz de proteger os ocupantes nos testes de impacto frontal e lateral. Além das bolsas de ar, a lista de itens de segurança da versão de entrada do modelo inclui freios ABS e lembrete do uso de cinto de segurança.
HYUNDAI GRAND I10
O Latin NACAP também avaliou nesta bateria o Hyundai Grand i10, produzido na Índia e vendido na América Latina apenas no mercado chileno. O modelo também é oferecido na Argentina, mas em outra versão, com mais itens de segurança. Os resultados dos testes do veículo comercializado no Chile, segundo a entidade, foram decepcionantes. O modelo não conquistou sequer uma estrela em proteção ao ocupante adulto. O resultado também foi mal em segurança para crianças, com duas estrelas.
O veículo não atende às normas brasileiras de segurança, já que não conta com airbags. Também não há ancoragens Isofix para cadeirinha infantil. A entidade classificou a estrutura como instável e apontou que, mesmo se fosse equipado com airbags – como é a versão argentina – não garantiria a proteção adequada.
“Em comparação com o mesmo modelo testado pelo Euro NCAP, foram encontradas claras diferenças de equipamento”, destacou a entidade em comunicado, citando airbags, Isofix, controle eletrônico de estabilidade (ESC) e estrutura estável, aspectos que garantiram quatro estrelas ao carro nos testes europeus.
“De um lado, é muito gratificante e alentador conhecer os resultados obtidos pela Toyota Hilux, demonstrando o compromisso e preocupação pela segurança dos usuários. De outro, é muito preocupante e triste saber que o Hyundai Grand i10, oferecido na América Latina, é diferente – no tocante à segurança – ao comercializado na Europa”, avaliou María Fernanda Rodríguez, presidente da diretoria do Latin Ncap ao anunciar os resultados.