
A organização aposta que os veículos elétricos com célula de hidrogênio são a melhor solução para reduzir o consumo e as emissões de gases do efeito estufa com autonomia igual ao de carros com motor a combustão. Inicialmente, o sedã emissão zero atenderá os mercados do Japão, Estados Unidos e Europa. O desenvolvimento de um modelo para produção em massa precisa, no entanto, superar algumas barreiras. Entre elas a companhia enumera uma significativa redução de custos, durabilidade e confiabilidade.
Ainda assim, a marca japonesa afirma já ter superado uma série de desafios e garante estar perto de alcançar o objetivo de desenvolver um carro com célula de combustível que seja viável para produção e vendas.
O FCV-R, que estará em Frankfurt, é mais um passo da companhia para chegar a um modelo de quatro portas, capaz de abrigar todo o sistema sem comprometer o espaço interno, e com autonomia superior a 480 quilômetros. Em testes da Toyota, o conceito chegou a rodar 675 quilômetros, sem emitir CO2, NOx ou material particulado. O único subproduto do sistema de célula de hidrogênio é vapor de água.
EVOLUÇÃO
A Toyota aponta que o avanço tecnológico na área de célula de combustível é fruto de anos de investimento. A companhia lançou seu programa de pesquisa e desenvolvimento na área em 1992. Nesse período, o time envolvido no projeto conseguiu ampliar expressivamente a densidade energética da bateria e a autonomia do veículo.
A empresa também trabalhou para reduzir os custos do sistema, que hoje são apenas um décimo do que eram no passado. Segundo a Toyota, seria possível colocar à venda um carro com a tecnologia por cerca de US$ 108 mil. O objetivo da marca é fazer com que esse preço caia pela metade até o lançamento do automóvel.