
Tocou a Toyota uma preocupação já recorrente entre as montadoras ocidentais há algum tempo. No caso, o temor pela reconfiguração que a eletrificação veicular proporciona em toda a cadeia de suprimentos e, claro, nas próprias fabricantes.
“Há 5,5 milhões de pessoas envolvidas na indústria automotiva no Japão. Entre elas estão aquelas que têm feito trabalho relacionado a motores [de combustão] por um longo tempo”, disse Akio Toyoda à Reuters.
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“Se os veículos elétricos simplesmente se tornassem a única opção, inclusive para nossos fornecedores, os empregos dessas pessoas seriam perdidos”, completou o executivo da montadora.
Em linhas gerais, a Toyota, a maior fabricante de automóveis do mundo em vendas, tem sido mais cautelosa em sua abordagem acerca de veículos elétricos do que outros fabricantes.
Por ora, a postura dá resultado: com as vendas globais elétricos mais lentas, a empresa se beneficia da demanda com sua linha híbrida em expansão, incluindo em seu principal mercado, os Estados Unidos.
O discurso defendido pela companhia versa sobre as múltiplas opções de motores e combustíveis que podem ajudar no processo de descarbonização, como híbridos, veículos com células de combustível de hidrogênio, dentre outras tecnologias.