logo

Toyota híbrido plug-in

Toyota pode ser primeira montadora com portfólio sem modelos a combustão

A Toyota, que por vezes foi questionada sobre a sua estratégia de eletrificação, pode ser a primeira montadora a abandonar em seu portfólio os modelos movidos a combustão.
Author image

cria

16 set 2024

3 minutos de leitura

toyota-rav4-hibrido.jpg
Modelos híbridos plug-in podem ser o futuro da Toyota

A empresa está se preparando para converter a maior parte, e talvez toda, a sua linha Toyota e Lexus para modelos exclusivamente híbridos, disseram dois executivos da Toyota à Reuters.

“No futuro, planejamos avaliar linha por linha e se faz sentido adotar um modelo totalmente híbrido”, disse David Christ, chefe de vendas e marketing da Toyota na América do Norte.


VEJA MAIS:

– Toyota volta atrás e revisa plano de produção de elétricos até 2026
– BMW e Toyota ampliam parceria para veículos a hidrogênio


Duas pessoas familiarizadas com as discussões de planejamento de produtos da Toyota disseram que é muito provável que a montadora abandone a versão somente a gasolina do RAV4 no mercado norte-americano, mas ainda não tomou uma decisão final.

Muitos dos modelos exclusivamente híbridos provavelmente também virão como híbridos plug-in com uma bateria maior, de acordo com as duas pessoas, que não quiseram ser identificadas.


Faça sua inscrição no #ABX24, maior encontro de negócios do ecossistema da mobilidade


A estratégia híbrida da montadora visa solidificar sua posição já dominante em uma parte do mercado que encontrou uma sobrevida à medida que a demanda por veículos elétricos diminui.

Os híbridos da Toyota não precisam ser carregados e alternam perfeitamente entre gasolina e energia elétrica, ou usam ambos ao mesmo tempo, dependendo das condições de direção. Seus híbridos plug-in podem ser carregados e normalmente viajam cerca de 40 milhas (64 km) com energia de bateria. 

Segundo a Reuters, a estratégia híbrida também dará à Toyota vantagens no cumprimento das regras de emissões dos EUA, disseram executivos da própria fabricante e especialistas do setor.

À medida que os EUA reduzem os limites de poluição conforme as regulamentações anunciadas em março, as crescentes vendas de híbridos da Toyota podem ajudar a montadora a economizar bilhões de dólares em multas e custos regulatórios, ao mesmo tempo em que dão à Toyota mais tempo para desenvolver veículos elétricos ou outros veículos de emissão zero.

Sem prazo para portfólio totalmente verde

Os novos padrões de emissões entrarão em vigor a partir de 2027 e durará até 2032.

Christ disse que a Toyota não definiu um prazo para produzir uma linha totalmente híbrida e que certos modelos, como picapes e carros econômicos, podem levar mais tempo devido à sensibilidade do consumidor ao preço das versões básicas.

Além dos híbridos, a Toyota pretende converter cerca de 30% de sua frota global para veículos elétricos até 2030, concentrando-se em um pequeno número de versões totalmente elétricas dos modelos mais vendidos, de acordo com duas fontes familiarizadas com o planejamento de produtos da Toyota.

Híbrido plug-in a partir de motor elétrico

A Toyota já havia anunciado planos de investir US$ 35 bilhões em novas baterias e plataformas de veículos elétricos até lá.

Em maio, a montadora apresentou um pequeno protótipo de motor à combustão que, segundo ela, poderia um dia funcionar com biocombustíveis ou gasolina sintética de baixo carbono, além de ser combinado com sistemas de transmissão híbridos.

O ponto principal de reduzir o tamanho do motor, de acordo com uma das duas fontes familiarizadas com o planejamento de produtos da Toyota, era permitir que ela desenvolvesse híbridos de uma maneira diferente. Em vez de começar com um carro a gasolina e adicionar uma bateria, ela planeja começar com sua nova plataforma elétrica e adicionar os pequenos motores para criar uma opção híbrida mais eficiente.

De acordo com uma das duas fontes, o primeiro híbrido baseado na nova plataforma de motor provavelmente será um Corolla híbrido plug-in, que provavelmente chegará ao mercado na China em 2026 e nos Estados Unidos em 2027.