
Em comunicado oficial, a fabricante diz que reitera sua decisão sobre o fechamento da unidade até novembro de 2023. A empresa não revelou detalhes da reunião, mas garante que “concordou em discutir alternativas para o espaço onde está localizada a unidade fabril da empresa” e que “será aberta uma comissão para ampliar esse debate e buscar soluções.”
“Respeitamos a história de São Bernardo do Campo e queremos contribuir para que a cidade encontre novos caminhos para gerar negócios e empregos”, declarou Rafael Chang, presidente da Toyota do Brasil, em nota oficial. A reportagem tentou contato por telefone com a Secretaria de Comunicação do município paulista na noite desta quinta, 7, mas não obteve sucesso.
Sindicato dos Metalúrgicos reage
Os funcionários da unidade da Toyota de São Bernardo reagiram de imediato ao anúncio do encerramento das atividades. Houve paralisações nos três turnos da fábrica. Além disso, na manhã de ontem, 6, os trabalhadores da montadora aprovaram, em assembleia, a entrega do aviso de greve.
Já a direção do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC diz que vai protocolar um pedido formal de reunião com o presidente da Toyota do Brasil. “Espero que a Toyota tenha responsabilidade e venha para a mesa de negociação. Possibilidade tem, essa é uma empresa que dá resultado, não prejuízo”, declarou o presidente do Sindicato, Moisés Selerges, ao site da entidade.
Esvaziamento gradual
No último dia 5 a Toyota anunciou oficialmente a transferência gradual das atividades da unidade de São Bernardo para suas filiais no interior paulista: Indaiatuba, Porto Feliz e Sorocaba. Pelo cronograma da montadora, a mudança terá início em dezembro de 2022 e será concluída até novembro de 2023, quando a fábrica do ABC será fechada e o terreno, vendido.
A unidade reúne 550 funcionários e é a responsável pela produção de peças que equipam modelos feitos no Brasil, Argentina e Estados Unidos. Na ocasião, a montadora disse que será oferecida oportunidade de transferência a todos os colaboradores da fábrica.