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Toyota tira Hino de consórcio de eletrificação após fraude em emissões

Escândalo protagonizado pela marca de caminhões já envolve quase 650 mil veículos
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Redação AB

24 ago 2022

2 minutos de leitura

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A Toyota anunciou a retirada da Hino de um consórcio de empresas engajadas na eletrificação de caminhões.

A decisão foi justificada pelo escândalo na fraude de dados de emissões de poluentes, revelado em março e cujos desdobramentos recentes agravaram a situação da fabricante de pesados. Segundo a Toyota, a “postura antiética” da empresa é incompatível com “os objetivos e aspirações” da empresa.

A maior fabricante de automóveis do planeta capitaneou a criação de um consórcio de empresas para o desenvolvimento de tecnologias. A meta era ajudar na transição da maior empresa de veículos comerciais rumo à eletrificação, incluindo tecnologias de condução autônoma e célula de combustível a hidrogênio.


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Inicialmente, o consórcio foi formado pelas marcas Toyota, Hino e Isuzu. Em troca, a Toyota (que já possui 50,1% das ações da Hino) concordou em assumir 4,6% das ações da Isuzu. Em um segundo momento, Suzuki e Daihatsu se juntaram ao grupo para desenvolver veículos comerciais movidos a eletricidade.

Situação crítica

A Hino mergulhou em maus lençóis em março, após a revelação de que a empresa falsificava dados de testes de consumo e emissões de poluentes desde 2003. O caso se agravou na semana passada, quando a Hino revelou que o caso também atinge a linha de caminhões leves.

“Estamos extremamente decepcionados com a falta de ética da companhia. A Hino teve uma postura errônea na certificação de motores por vários anos, e a companhia está em uma situação na qual não pode ser considerada como parte da indústria automotiva japonesa”, declarou o presidente da Toyota, Akio Toyoda.

Até o momento, estima-se que os empregados da Hino tenham falsificado dados de testes em motores utilizados em 643.635 veículos nos últimos anos. Destes, 66.817 unidades estão sujeitas a um recall.

Patrocínio

Segundo Toyoda, a permanência da Hino no consórcio seria “inconveniente” para os demais membros. A expulsão da marca já era debatida antes do anúncio oficial.

“Acho que uma decisão será necessária em relação à situação da Hino. Se os empregados da Hino não decidirem mudar a cultura corporativa, acredito que será muito difícil recuperar a reputação da marca”, disse o diretor de comunicação da Toyota, Jun Nagata.