
Andrade se refere principalmente à fábrica de Sorocaba (SP), inaugurada em agosto de 2012 para produzir o Etios (hatch e sedã), que colocou a marca japonesa no segmento de compactos no País, onde estão concentradas mais de 70% das vendas. “Estamos trabalhando no topo da capacidade lá”, admite Koji Kondo, presidente da Toyota do Brasil. A planta foi projetada para fazer 65 mil carros por ano em dois turnos. Com o aumento da demanda pelo Etios, tem sido normal a convocação de trabalho em horas extras em alguns dias da semana e aos sábados.
“Para adotar o terceiro turno precisaríamos contratar mais 400 pessoas”, diz Kondo, deixando nas entrelinhas que pretende adiar essa decisão pelo maior tempo possível, para evitar correr o risco de ter excedente de mão de obra em caso de retração maior do mercado.
Em um ano e oito meses de operação, no fim de março passado a fábrica de Sorocaba atingiu a marca de 100 mil Etios produzidos, número bastante próximo da capacidade máxima prevista para dois turnos de produção. Em 2013 foram vendidas 62 mil unidades e nos primeiros quatro meses de 2014 foram emplacados 19,6 mil, somando hatch (11.472) e sedã (8.156). Apesar do acabamento pobre e design apagado, o carro, segundo Andrade, vem conquistando consumidores pela qualidade e confiabilidade percebida na marca.
O recém-renovado sedã médio Corolla, este fabricado em Indaiatuba (SP), também está indo bem. Após o lançamento da nova geração, em março passado, as vendas do modelo quase dobraram em abril, saltando para 5,5 mil unidades. Com isso o Corolla se manteve como segundo carro mais vendido de seu segmento, bem perto do primeiro colocado, o rival Honda Civic, que vendeu 5,7 mil no mesmo mês.
Com sua entrada no segmento de compactos, as vendas da Toyota dispararam no País. A montadora experimentou crescimento de 54,8% em 2013 sobre 2012 e se firmou como sétima marca mais vendida do País. No primeiro quadrimestre o avanço foi de 3,3% sobre o mesmo período do ano passado, com 53 mil unidades emplacadas, que garantiu aumento de participação de mercado de 4,6% para 5%.