Às 5h25 da manhã, eles caminharam por um quilômetro pela avenida marginal à rodovia Presidente Dutra, antes de chegar à fabrica.
Os trabalhadores também querem redução da jornada de trabalho para 36 horas sem redução de salário e reivindicam, no mínimo, 13,84% de reajuste salarial.
“É também uma resposta à proposta de zero de aumento real e redução de salário apresentada pelo grupo patronal do setor aeronáutico, liderado pela Embraer”, disse o vice-presidente do sindicato, Herbert Claros da Silva.
Em outubro, os trabalhadores realizaram paralisações de duas horas por aumento de salário e da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). O impasse nas negociações levou o sindicato a entrar com pedido de dissídio coletivo no Tribunal Regional do Trabalho – 15ª Região, em Campinas. A data ainda não foi definida.
A Embraer também abriu pedido de dissídio no Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo – 2ª Região, mas essa região abrange apenas cidades da Grande São Paulo e Baixada Santista. Se os dois tribunais se considerarem competentes, o caso terá de ser encaminhado ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília.
“Os trabalhadores estão extremamente insatisfeitos com a Embraer e sua política de total desrespeito à categoria metalúrgica. As mobilizações continuarão”, afirmou o sindicalista.
Fonte: João Carlos de Faria, Agência Estado.