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Trabalhadores da Volvo entram em greve no Paraná

Os 6 mil trabalhadores do complexo industrial da Volvo localizado em Curitiba (PR) decidiram entrar em greve por tempo indeterminado após realização de assembleia na manhã desta terça-feira, 15, liderada pelo Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC). Os metalúrgicos reprovaram o pacote de benefícios oferecido pela direção da empresa, que manteve os mesmos valores apresentados na semana passada.
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Redação AB

15 mai 2012

2 minutos de leitura

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Em 9 de maio, a Volvo ofereceu R$ 15 mil de participação nos lucros e resultados (PLR), abono de R$ 6 mil e 2,51% de aumento real mais o INPC. Os valores da PLR e abono são os mesmos oferecidos pela empresa aos trabalhadores em 2011. Em contrapartida, os metalúrgicos reivindicam que seja feita primeiramente a negociação de PLR, no valor mínimo de R$ 18 mil. Já a data-base, que contempla aumento salarial, abono e vale-mercado, o sindicato pede que seja negociado somente em setembro.

Após a assembleia, o presidente do SMC, Sérgio Butka, manifestou seu parecer sobre as negociações: “Lamentamos a atitude da Volvo em manter a mesma proposta do ano passado. Nós queremos o caminho do diálogo, mas a empresa continua irredutível e opta pela direção contrária”, disse o sindicalista em comunicado divulgado no site da SMC.

Uma nova assembleia está marcada para quarta-feira, 16, às 7h30. Segundo o sindicato, caso as negociações não avancem, a greve continua por tempo indeterminado.

A planta da Volvo em Curitiba produz caminhões e ônibus para abastecimento do mercado interno e exportação para Chile e México. Com a greve, deixarão de ser produzidos cerca de 8 ônibus, 40 caminhões leves e 68 caminhões pesados diariamente, informa o sindicato.

VOLVO RESPONDE

Em nota, a Volvo manifestou sua posição sobre a greve iniciada pelos trabalhadores de Curitiba. A montadora informa que durante as negociações, concordou em adicionar aos R$ 15 mil de PLR um abono de R$ 6 mil, totalizando R$ 21 mil, além do aumento real de 2,51% nos salários mais o INPC do período. “Durante as negociações, a Volvo inclusive acenou com a possibilidade de alguma correção sobre esta proposta em parâmetros racionais, mas o Sindicado dos Metalúrgicos manteve-se irredutível em seu pedido.”

A montadora alega que a proposta apresentada pelo sindicato, de R$ 18 mil de PLR “está fora da realidade do mercado” e defende sua oferta, recusada pelos sindicalistas. “Mesmo a proposta mínima ofertada já seria excelente: mesmo sem a correção oferecida pela Volvo, se todas as metas para 2012 forem cumpridas os trabalhadores com os menores vencimentos receberão, entre PLR e abono, mais 12,3 salários, totalizando mais de 25 salários no ano”.

Instalada na capital paranaense há mais de 30 anos, a Volvo confirma que todo o complexo industrial, onde também são produzidos motores, cabines e caixas de câmbio, está paralisado.