Este conceito também pode ser aplicado no mundo corporativo, em que a mutabilidade do ambiente e o acirramento da competição organizacional vão gerar uma nova seleção, não mais natural, mas em que sobrevivem as organizações mais adaptáveis e flexíveis – é o Darwinismo Organizacional. As mudanças disruptivas vão trazer também uma nova perspectiva para a qualidade e teremos de nos adaptar.
Vale lembrar que o que conhecemos como profissão de qualidade teve origem em meados da segunda Revolução Industrial, com os métodos de gestão científica desenvolvidos por Fayol, na França, e Taylor, nos Estados Unidos. A progressão da profissão de qualidade pode ser resumida em quatro fases: qualidade como inspeção, qualidade como projeto, qualidade como empoderamento e, no atual contexto, qualidade como descoberta.
Hoje as empresas precisam oferecer um ambiente inteligente e adaptável, no qual a qualidade deve depender da eficácia com que os profissionais podem descobrir e agregar novas fontes de dados, a exemplo de conhecimentos sobre eles próprios, produtos e organizações.
Os profissionais da qualidade se destacam na resolução problemas estruturados, na tomada de decisões baseadas em fatos e dados e no impulso de mudanças culturais nas organizações para facilitar a melhoria. Neste contexto de transformação, devem se posicionar para liderar estes esforços, o que demanda desenvolver profundamente algumas habilidades.
Para preparar organizações e profissionais a este contexto, que exige adaptação a mudanças e aprendizado contínuo, o Instituto da Qualidade Automotiva (IQA) possui diversos treinamentos, como o curso Ferramentas da Qualidade – Aplicação com Foco em Resultados, que prepara o profissional para aplicar e gerenciar as principais ferramentas da qualidade na organização.
Outro exemplo é a formação em Método de Análise de Solução de Problemas (Masp), que está alinhada a técnicas de abordagem do manual CQI-20: Solução Eficaz de Problemas. Na versão avançada, o treinamento prepara o participante para solucionar problemas de forma sistemática, na medida em que aprende a diagnosticar, prevenir e tratar falhas com uso de ferramentas.
O aprendizado contínuo é o caminho para profissionais da qualidade, que precisam demonstrar pensamento sistêmico, ser capazes de tomar decisão com base em dados, ter liderança para aprendizado organizacional, estabelecer processos para melhoria contínua e entender como as decisões afetam a saúde e o bem-estar da sociedade em geral, como pessoas e comunidades.
*Cláudio Moysés é diretor-executivo do Instituto da Qualidade Automotiva (IQA)