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Transporte urbano é ruim ou péssimo para 63% dos brasileiros

Índice da Qualidade da Mobilidade Urbana, medido pela FGV Transportes, alcançou 4,2
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Redação AB

30 nov 2022

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A mobilidade é um dos principais desafios enfrentados por cidades que pretendem se tornar mais inteligentes e sustentáveis. E a ineficiência dos diferentes modais de transporte urbano é percebida por mais da metade dos brasileiros, que considera a qualidade do serviço ruim.

Uma pesquisa da FGV Transportes realizada para medir o Índice da Qualidade da Mobilidade Urbana (IQMU) identiificou que 63,2% dos brasileiros avaliam o transporte urbano como ruim ou péssimo. No geral, em uma escala de zero a dez, o índice alcançou 4,2.

Entre os fatores que contribuíram para a alta reprovação da população está a fluidez do trânsito, que pode ser melhorada com planejamento urbano, além da qualidade do transporte público – ônibus, metrô e BRT. “Planejamento e qualidade do serviço precisam melhorar”, avalia Marcus Quintella, diretor da FGV Transportes.


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Segundo Quintella, mesmo nas cidades que têm diferentes modais de transporte urbano o investimento não é suficiente. A situação é ainda pior em mais de 3 mil municípios acima de 20 mil habitantes, onde muitos não têm uma política pública de transporte, o que descumpre a Lei de Mobilidade Urbana.

A coleta de dados para o cálculo do Índice da Qualidade da Mobilidade Urbana foi realizada entre os meses de agosto e setembro de 2022 pela internet, com 837 entrevistados. O IQMU tem o objetivo de capturar e analisar a percepção dos usuários de transporte das cidades brasileiras.