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Trator ou carro autônomo e as barreiras a superar

Comunicação entre trator autônomo e seus implementos também é um ponto a definir
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Redação AB

04 mai 2017

2 minutos de leitura

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Se o trator autônomo já é realidade, seu uso ainda não ocorre na prática por motivos semelhantes àqueles que também impedem a utilização de automóveis sem um motorista responsável por seu comando.
Para ambos ainda é preciso definir os pontos ligados à segurança, as tecnologias a adotar na comunicação intermáquinas e as questões legais, como a quem atribuir a culpa em caso de acidente.
A agricultura em pequena escala é mais um desafio para aplicação da autonomia no plantio e colheita, tanto pelas menores áreas como pelo custo da tecnologia. Dificuldade semelhante ocorre para os automóveis em ambiente urbano apertado, com mais pedestres e ruas estreitas. O “diálogo” entre o trator e o implemento é outro complicador.
O tema foi abordado pela Case IH durante a apresentação de seu trator-conceito autônomo Magnum na 24ª Agrishow, principal feira agrícola do País que ocorre até o dia 5 em Ribeirão Preto (SP).
“São motivos que ainda impedem sua aplicação e por isso ainda não é possível estabelecer uma data para a chegada ao mercado. Mas a maioria das tecnologias que o trator autônomo emprega já está disponível em nossas máquinas”, recorda Christian Gonzalez, diretor de marketing da Case IH, referindo-se, por exemplo, à orientação via satélite que muitas máquinas recebem, e que associada a um piloto automático permite a operação com pequena interferência humana.
Gonzalez afirma que o conjunto de sensores empregado no trator-conceito já caiu de US$ 100 mil para US$ 8 mil. “Deve baixar ainda mais por causa de sua aplicação crescente em automóveis”, recorda Gonzalez. Uma nova etapa de desenvolvimento começa agora na Califórnia (EUA), onde fica a ISI, parceira tecnológica da Case IH. Projetos-piloto para “refinamento” da autonomia serão tocados dentro de uma vinícola. LANÇAMENTOS NA AGRISHOW
A Case IH guardou para a feira agrícola o lançamento da série de colheitadeiras 230 Extreme. As máquinas utilizam rotor com volume de processamento 35% maior, capacidade de descarga de grãos 41% superior e motor FPT com 584 cavalos, 27 cv a mais que a versão anterior.
Ainda entre os lançamentos a empresa trouxe à Agrishow os tratores Magnum 380 CVT, os novos tratores Steiger e a plantadeira Easy Rider, com manutenção mais fácil pela redução dos pontos de lubrificação.