
A Coreia do Sul e a União Europeia (UE) se opuseram à decisão dos Estados Unidos de conceder incentivos fiscais para a produção local de semicondutores. Na avaliação do país asiático e do bloco econômico, o plano pode discriminar veículos elétricos fabricados no exterior e violar as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).
O projeto de lei sancionado pelo presidente americano Joe Biden libera um pacote de US$ 52,7 bilhões como resposta à China, que ampliou sua participação no mercado em busca de uma cadeia de componentes autossuficiente.
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Com a legislação, o país restringe o uso de componentes de bateria ou minerais derivados da China e concede crédito fiscal de US$ 7.500 para compradores de veículos elétricos montados na América do Norte.
Comissão europeia critica discriminação
Segundo a porta-voz da Comissão Europeia, Miriam Garcia Ferrer, os créditos fiscais tratam de um incentivo importante para impulsionar a demanda por veículos elétricos e promover a transição para o transporte sustentável, mas precisam ser pensados de forma justa.
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“A medida discrimina produtores estrangeiros em relação aos produtores norte-americanos. Por isso, continuamos a pedir aos Estados Unidos que removam esses elementos discriminatórios do projeto de lei e garantam que ele esteja totalmente em conformidade com a OMC”, declarou.
Hyundai, LG e Samsung temem desvantagem competitiva
O Ministério do Comércio da Coreia do Sul pediu que o governo dos Estados Unidos flexibilize os componentes de bateria e os requisitos de montagem final dos veículos.
De acordo com a agência de notícias Reuters, em reunião com o governo sul-coreano, a Hyundai Motors e as fabricantes de baterias LG Energy Solution e Samsung pediram apoio para que não sofram desvantagem competitiva no mercado norte-americano.
A Associação da Indústria Automobilística da Coreia do Sul também se movimentou e enviou, na semana passada, uma carta aos deputados norte-americanos solicitando que as produções de baterias do país asiático sejam elegíveis para benefícios fiscais.
Por outro lado, o pedido parece não ter sido levado em consideração pelo Congresso dos EUA, que aprovou a proposta original de Biden com facilidade, tanto na Câmara como no Senado.