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Um programa agressivo para reabilitar o GNV

A Comgás inicia um programa agressivo para estimular o uso e a confiança no gás natural veicular (GNV) no Estado de São Paulo, que passa por campanhas junto a instaladoras de aparelhos de conversão, concessionárias de veículos, frotistas e taxistas. Em paralelo, a empresa faz esforços junto ao governo para redução do imposto sobre o produto, desconto no IPVA e inclusão do GNV na Lei de Transporte Público da capital paulista, que prevê o incentivo ao uso de combustíveis renováveis para atender os novos limites de emissões. Há também empenho para dispensar da inspeção veicular os veículos que utilizam GNV, já que eles são submetidos a inspeção anual do Inmetro, que seria mais completa.
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paulo

27 nov 2013

3 minutos de leitura

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“Precisamos convencer o usuário da grande disponibilidade de gás, da disposição da Comgás em gerenciar o novo programa e dos benefícios econômicos de adotar o GNV, com rápido retorno do investimento. Vamos provar a ele que a quinta geração de aparelhos de conversão é muito superior aos dispositivos anteriores, com sistemas eletrônicos avançados que eliminam o histórico de problemas com manutenção e as reclamações de perda de potência”, explica Sérgio Luiz da Silva, diretor de marketing, planejamento e suprimento de gás da Comgás.

O executivo aposta em uma nova disciplina do mercado com a depuração nas empresas que oferecem a instalação de equipamentos, a exigência de certificação das convertedoras e dos kits pelo Inmetro e em um aperto na fiscalização, para evitar conversões informais. Para o sucesso de seu plano, de colocar em alta novamente o uso do gás natural veicular, Silva aposta principalmente na demanda junto a cooperativas de táxis, frotas corporativas e de serviço, promoções em feiras e nas parcerias com empresas como a Ecofrota ou a Ticket Car, que oferecem suporte à gestão de frotas.

O executivo estima que na região metropolitana de São Paulo existam 37 mil táxis, dos quais 5 mil a 6 mil utilizam GNV. “Queremos chegar a 20 mil em dois anos”, pondera o diretor, esclarecendo que os proprietários trocam os táxis a cada três anos, quando abre-se uma janela de oportunidade para adoção do sistema de gás. A Comgás deve-se incentivar também o GNV entre seus 1,3 milhão de consumidores domésticos de gás.

O cilindro empregado como reservatório de GNV é nacional, mas o equipamento é importado da Itália, que possui tradição no uso do combustível gasoso. As concessionárias de veículos, que atuam como ponto central na oferta de serviços, oferecidos em parceria com as convertedoras para o gás, respondem pela garantia do sistema, sem prejuízo da garantia do veículo.

Foram poucas as iniciativas das montadoras para aplicar o equipamento conversor para gás em seus veículos, seja diretamente ou por meio de empresas homologadas. O GM Astra Multipower foi pioneiro, em 2004, vindo depois a Ford Ranger e Fiat Siena, em 2006, quando as vendas de conversões chegaram ao auge. Em 2008 a alternativa do gás foi praticamente esquecida pelos fabricantes de veículos e teve início no mercado a retirada de equipamentos de GNV dos veículos.

Na retomada em curso, a Comgás espera convencer as montadoras a apoiar o programa. Uma das formas de estímulo seria adequar o projeto de alguns tipos de veículos para receber o kit GNV. No fim de novembro a empresa procurou a Anfavea, entidade dos fabricantes de veículos, para apresentar suas iniciativas.

– Leia aqui sobre as principais vantagens do uso do GNV sobre gasolina e etanol e as tecnologias aplicadas adotadas para rodar com gás.