O Salão do Automóvel, que abriu as portas para o público na quinta-feira, 10, é a prova concreta desse vigor. Os estandes estão ricos, com novidades em quase todos os espaços, e o setor está animado. Os executivos arriscam projetar vendas a curto prazo e nenhum deles é pessimista em relação ao futuro.
Ninguém está entregando os pontos. Ao contrário: as montadoras estão disputando a preferência de uma parcela de consumidores que aumentou o seu poder aquisitivo e, pela primeira vez nas últimas décadas, colocou carros de porte médio e de maior valor agregado entre os mais vendidos no País.
Por anos anos se revezaram entre os carros mais vendidos apenas hatchs pequenos, um sedãzinho, uma picapinha, e olhe lá. Hoje não. Modelos como Corolla, Renegade, o HR-V e a picape Toro estão entre os líderes de vendas.
Marcas que apostaram nos segmentos mais caros estão colhendo os frutos, assim como as marcas de luxo, que apresentaram queda de vendas bem menor do que a média, quando não, caminham em sentido inverso, crescendo em determinados modelos e segmentos.
Já marcas tradicionais estão pagando o preço por continuarem investindo na base do mercado, onde a crise é mais violenta, com queda de vendas e perda de participação, assim como as importadoras, que pagam caro (30% de IPI Extra não é força de expressão) pela discriminação do governo em relação ao segmento.
Há clara tendência de aumento da procura por carros médios e grandes, especialmente utilitários esportivos. Além dos recentes lançamentos no Brasil (Renegade, Kicks e HR-V), mais novidades nesse segmento poderão ser vistas no Salão, que vai até o próximo dia 20.
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Este artigo foi publicado originalmente na Agência Autoinforme
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