Ter um avião particular, com características que favoreçam pouso e decolagem em pistas curtas e não-pavimentadas, é investir em uma máquina de ganhar tempo. Essa é a opinião de Philipe Figueiredo, diretor de vendas de aeronaves da Líder Aviação, que está presente à Agrishow, de 2 a 6 de maio, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. “Uma aeronave própria proporciona ao empresário voar de uma fazenda a outra, diretamente, com conforto e privacidade, sem gastar horas em deslocamentos por terra ou esperando em aeroportos comerciais”, completa.
A Líder Aviação está presente na feira para alavancar negócios e mostrar a importância da aviação executiva no agronegócio. No estande localizado no setor F22G, a empresa mostra o Baron G58, um dos aviões preferidos no mercado do agronegócio. Trata-se de um bimotor a pistão da Hawker Beechcraft, que decola em pista de apenas 700 metros e pode levar cinco passageiros por 2.895 km sem escalas — a distância entre Foz do Iguaçu, no Paraná, a Natal, no Rio Grande do Norte.
Segundo Figueiredo, o Brasil possui o 2º maior número de pistas não pavimentadas do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. São cerca de 3.500 pistas de terra, grama, saibro ou cascalho – onde os grandes aviões da aviação comercial não conseguem pousar – em contraposição às 700 pistas pavimentadas.
Frota
A maior empresa do setor na América Latina, fundada em Belo Horizonte há mais de 52 anos, tem 1.760 colaboradores e está presente em 22 aeroportos do país, com 23 hangares e 21 bases de atendimento. A frota é significativa: são 53 helicópteros e 32 aviões.
A empresa também comercializa aeronaves. Já vendeu 700 unidades, entre aviões e helicópteros novos e seminovos, como representante da nore-americana Hawker Beechcraft, de Wichita, Kansas. A linha de produtos compreende modelos a jato (Hawker 4000, Hawker 900XP, Hawker 750, Hawker 200 e Premier IA), turboélices (King Air 350i, King Air 350ER, King Air 250 e King Air C90GTx) e a pistão (Baron G58 e Bonanza G36).