
Acontece o contrário, porém, quando a aquisição é feita por uma empresa, principalmente um frotista. Nesse caso, consumo é um dos fatores decisivos na escolha do modelo. Outro item motivador é o custo de manutenção e, finalmente, o preço do carro, propriamente dito.
“A ordem pode ser diferente, mas quando se trata de pôr as contas no papel, estes são os três principais fatores a serem considerados na relação custo-benefício” – diz.
Em artigo publicado por Automotive Business ele defende o motor Diesel, que considera mais econômico e durável – roda mais quilômetros por litro de combustível e seu motor é robusto. Ele explica que o carro a Diesel leva desvantagem no preço de compra, que é um pouco maior que os similares a gasolina. Na hora da hora do custo operacional e manutenção, no entanto, a vantagem ficaria com o motor Diesel.
Avazini assegura, ainda, que automóveis a gasolina consomem em média 36% mais combustível que um modelo similar a Diesel com injeção direta de combustível, sistema Common Rail e controle eletrônico. Com álcool esse número sobe para 58%.
Os veículos convertidos para GNV apresentam consumo médio 37% maior quando comparados com os carros a Diesel. A conversão para o GNV gera perdas de mais de 10% nos valores de torque e potência dos motores, isso para não mencionar o espaço ocupado pelos cilindros, que normalmente encontram no bagageiro do veículo a sua colocação preferencial.
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Projeto de lei
A SAE Brasil debateu a liberação do diesel para aplicação em veículos de passeio durante o Fórum de Tecnologias Diesel realizado dia 6 de agosto em Curitiba. Com uma surpreendente adesão do setor, o encontro discutiu prós e contras em relação ao combustível, que foi proibido para automóveis durante uma das crises do petróleo, há mais de trinta anos.
Com o sinal verde da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, a proposta do senador Gerson Camata para o diesel, endossada pelo relator, senador Francisco Dornelles, pode abrir novas oportunidades para o segmento de motores e sistemas de powertrain no país.
O projeto de lei 656, de 2007, visa a autorizar a comercialização de motores movidos a diesel em veículos com capacidade de carga igual ou inferior a mil quilos, cabendo à Agência Nacional do Petróleo regulamentar a utilização do diesel nesses carros de passeio.
O projeto vai passar pelo crivo da Comissão de Assuntos Econômicos e pode seguir para sanção presidencial.