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Uma visita à Índia para conhecer a receita do Nano

Fernando Valeika de Barros, da revista Exame, fez o que você provavelmente gostaria: conhecer de perto o Nano, considerado o carro mais barato do mundo, que foi lançado em Mumbai, na Índia. O jornalista descobriu, por exemplo, que durante seis anos uma equipe de quinhentos engenheiros sob o comando da Tata Motors trabalhou com o mantra “Dá para economizar ainda mais?”, criou mais de trinta patentes, eliminou peças redundantes e envolveu os distribuidores no projeto.
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05 abr 2009

2 minutos de leitura

Como resultado dessa maratona criativa, o carro de 600 quilos chega ao mercado por algo como US$ 2 mil. Os preços variam em função da região e do conteúdo e ao preço na porta da fábrica são acrescentados o custo do frete e a comissão dos distribuidores. O website WWW.tatanano.com traz a tabela de preços.

O motor Bosch, de dois cilindros e 35 cavalos, a gasolina, faz até 23,6 km/l e leva o carro a até 105 km/h. Segundo dados do fabricante, o carro emite 101 gramas de CO2 por quilômetro rodado – menos que o Prius (104 g/km). São necessários 17 segundos para acelerar de zero a 100 km/h.

Considerando o preço do Nano na casa dos R$ 4.600 na Índia, ele custa 20% do valor do Effa M1000, carro mais barato vendido no Brasil.

Valeika escreve, ainda, que o Nano vai ao forno apenas uma vez durante a pintura, traz um pneu simplório como estepe, usa só três parafusos para prender as rodas e o motor de arranque é de motocicleta. No painel há apenas velocímetro, odômetro e medidor de combustível. Há retrovisor externo apenas para o motorista. O acesso ao tanque é feito com a abertura do capô. O modelo básico não tem rádio, direção hidráulica, trio elétrico ou aquecedor – esses opcionais podem ser encontrados nas concessionárias.

A matéria de Valeika está na Exame de 8 de abril.