
As exportações de etanol da região centro-sul, que responde por cerca de 90% da produção de cana do Brasil, estão estimadas pela entidade em 1,8 bilhão de litros na nova safra, contra 2,75 bilhões em 2009/10, temporada encerrada oficialmente nesta quarta-feira.
Em 2008/09, as exportações do país somaram mais de 4,5 bilhões de litros, enquanto que em 2003/04 atingiram apenas cerca de 1 bilhão de litros.
Segundo a Unica, a menor projeção dos últimos sete anos para as exportações de etanol foi feita em função de uma paridade desfavorável para vendas externas, em meio a um câmbio que dificulta os negócios.
“O que pode mudar isso é a abertura, uma bolha de mercado nos Estados Unidos, muito mais pelo movimento de preços – preços melhores nos EUA e menores no Brasil”, afirmou o diretor técnico da Unica, Antonio de Pádua Rodrigues, em entrevista a jornalistas.
Mercado interno
Por outro lado, a Unica prevê um mercado interno forte, e estimou nesta quarta-feira aumento na produção de etanol hidratado (usado nos veículos flex) para 20,1 bilhões de litros em 2010/11, ante 17,46 bilhões registrados na safra anterior.
O volume de etanol anidro (misturado à gasolina) produzido no centro-sul também crescerá, de 6,2 bilhões de litros para 7,2 bilhões de litros.
Segundo a entidade, com a redução da exportação e o aumento na produção, haverá um incremento de 4,5 bilhões de litros de etanol na oferta para o mercado interno, suficiente para atender à demanda doméstica, que cresce fortemente com o aumento da frota flex.
“Em março de 2011, a frota flex deve chegar a 50%”, disse Pádua, ressaltando que seria um aumento expressivo em relação aos atuais 41%.
Fonte: Roberto Samora, Agência Estado.