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Unica: ranking de emissões foi um tiro no pé

A Unica – União da Indústria de Cana-de-Açúcar diz que lamenta profundamente a forma como aconteceu a divulgação do ranking de emissões de veículos, feita pelo Ministério do Meio Ambiente.
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cria

17 set 2009

2 minutos de leitura

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A entidade afirma que em lugar de produzir dados precisos para ajudar o consumidor a adquirir um automóvel, a divulgação feita pelo ministério serviu principalmente para confundir.

“Fossem os dados compilados de forma completa, incluindo-se dados de gás carbônico, óxidos de enxofre e partículas, o ranking produzido pelo Ibama apresentaria resultados muito diferentes, particularmente no tocante a carros utilizando o etanol,” assegura o presidente da associação, Marcos Jank.

Para ele, um conjunto de erros e omissões na elaboração da metodologia afeta negativamente o resultado do trabalho do ministério.

“É decepcionante constatar que quando finalmente surge um indicador, que é o que desejamos, as emissões de CO2 ficam de fora, ignorando a existência de grandes esforços mundiais para desenvolver e adotar os chamados combustíveis de baixo carbono. Assim, o principal responsável pelo aquecimento global ficou de fora,” afirmou.

Segundo o presidente da Unica, a forma de apresentação dos resultados compromete não só a imagem do etanol mas a do próprio carro flex, ambos promovidos pelo Brasil como medidas importantes para a redução de emissões e a luta contra o aquecimento global.

“Fica difícil entender como o próprio país onde o carro flex é um sucesso e o etanol já é mais utilizado do que a gasolina chega à conclusão que tanto faz usar etanol ou gasolina. Assim, ao invés de valorizar uma importante vantagem brasileira na busca por combustíveis menos poluentes, o Ministério do Meio Ambiente age de forma atabalhoada e imprecisa e prejudica esforços de décadas,” frisou o presidente da Unica.

Jank conclui que se trata de um verdadeiro tiro no pé, que desafia estudos sérios de entidades globais com credibilidade a toda prova, sem falar na própria experiência brasileira desde o lançamento do Proálcool em 1975.

A Unica sugere uma revisão imediata da metodologia que levou aos resultados divulgados, e já solicitou audiência com o Ministro Carlos Minc para expor de forma detalhada suas preocupações.

A foto de Marcos Jank é de Niels Andreas.