
Produzido em chapas pré-pintadas com A-36, uma tinta criada nos Estados Unidos, o tanque do Novo Uno é ambientalmente correto e traz vantagens técnicas em relação aos similares metálicos comuns do setor, que precisam tomar um banho de estanho depois de prontos, pintura catódica e proteção externa de PVC contra batidas de pedras, por exemplo.
O novo material organometálico traz embutida uma vantagem considerável: a matéria-prima custa 25% menos. O preço do processo de fabricante é equivalente aos demais envolvendo aço. Além disso o tanque resiste mais à corrosão.
Quem garante tudo isso é Marley Lemos, superintendente de engenharia da Aethra, fabricante desse tipo de tanque que ficou três anos em projeto e pesquisa até os acertos finais. Um dos segredos está na solda, que dispensa adição de metal ao passar pelas ‘costureiras’ que fazem a consolidação das partes.
“A nova tecnologia permite fazer tanques com volume maior e trabalhar com formas complexas” — explica Marley, destacando também as vantagens do aço sobre o plástico nessa aplicação. Segundo ele, na exigente Califórnia só se fala em tanques de aço, que permitem rebaixar a praticamente zero as emissões evaporativas e são recicláveis. Marley reivindica a exclusividade do organometálico em tanques para a Aethra, que introduziu a novidade no Fox e no Palio.
“O Novo Uno foi possivelmente o melhor projeto que já conduzi aqui na Aethra” — revela o executivo, entusiasmado com uma nova forma de trabalho na empresa, onde um gerente de projeto coordena um time multifuncional com pessoal experiente em materiais, processo, produção e engenharia.
Essa ciranda, que cria a cultura de plataformas para disciplinar o desenvolvimento de produtos e da sua manufatura, acabou se estendendo a mais de três dezenas de projetos em andamento, entre as quais o da travessa da suspensão dianteira e do eixo traseiro do Novo Uno. Os dois componentes são feitos a partir de chapas estampadas e reunidas por solda Mig.
“O projeto da Fiat para essas peças é admirável. É tão bom que as peças têm praticamente vida infinita, a toda prova, como demonstraram os ensaios de fadiga. O conceito é interessante, por reduzir espessura e massa, mantendo elevado nível de resistência sem necessidade de formulação especial para o aço microligado.