
A Embraer acredita que a demanda por aeronaves de 50 lugares já está madura, embora ainda exista oportunidades para reposição nos próximos 20 anos.
Os jatos de 60 a 120 assentos devem continuar melhorando a eficiência da indústria, prevê a companhia. “Esses aviões vão ajudar a reduzir o excesso de capacidade (do setor)”, diz a empresa.
Crescimento de 4,9% do tráfego global
A Embraer também anunciou nesta segunda, durante a feira de aviação de Farnborough, projeções de longo prazo para o setor. A empresa estima que o tráfego aéreo crescerá 4,9% ao ano, em média, pelos próximos 20 anos. Até 2029, a demanda crescerá 2,7 vezes, atingindo US$ 2,7 trilhões de receita por passageiro por quilômetro.
Entre os mercados, a Embraer prevê que o avanço mais expressivo do tráfego aéreo virá da China, de 7,3% por ano em média. Para a América Latina, Ásia Pacífico e Rússia, a projeção é de alta de 6% ao ano. A América do Norte e a Europa terão desempenho mais modesto, de 3,5%.
Conforme as estimativas da Embraer, a fatia dos mercados maduros cairá de 57% em 2009 para 44% em 2029 sobre o total do tráfego aéreo global. Em compensação, a Ásia Pacífico e a China representarão mais de um terço das viagens aéreas até 2029.
Foto: Embraer Phenom 300.
Fonte: Daniela Milanese, da Agência Estado.