“O mercado externo é a saída porque o mercado interno desabou”, disse Souza, ao destacar que, desde o início do ano, o Instituto Aço Brasil está negociando com o governo medidas de incentivo à exportação e barreiras econômicas ao aço produzido na China. “Se essas medidas tivessem sido adotadas antes, as demissões poderiam ter sido evitadas.”
Segundo Souza, com a atual situação, a saída encontrada pela empresa para minimizar impactos ainda maiores foi paralisar a unidade de produção de aço da empresa em Cubatão (SP), o que resultará na demissão de 4 mil trabalhadores, anunciada para 31 de janeiro. Souza explicou que as demissões foram adotadas para preservar 16 mil empregos gerados pela companhia.
O deputado Marcelo Squassoni (PRB-SP), autor do requerimento para ouvir Souza e o presidente do conselho de administração da Usiminas, Marcelo Gasparino da Silva, que também esteve na CPI na manhã de quinta-feira, destacou que a China tem um excedente de 400 milhões de toneladas de aço e vende o produto a preços baixos no mercado internacional. Parlamentares de oposição rebateram o argumento usado na defesa de medidas protecionistas afirmando que o problema está concentrado na paralisação da economia brasileira.
REPERCUSSÃO
Entidades como Anfavea, Sindipeças e Abimaq se reuniram na quarta-feira, 25, para debater e reforçar seu posicionamento contra a medida de aumento do imposto de importação do aço que está em discussão entre siderúrgicas e o governo (leia aqui).
Na mesma data, o presidente do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, esteve em Brasília para uma reunião com a presidente Dilma Rousseff. Nesta quinta-feira é a vez do ministro Armando Monteiro, do MDIC, palestrar durante almoço comemorativo na sede do Instituto Aço Brasil.