
Para efetivar o processo, o cliente deve informar à siderúrgica na ordem de compras que o aço será utilizado na fabricação de peças de segurança. Caso seja o primeiro fornecimento para a montadora ou empresa fabricante de autopeças, a Usiminas bloqueará o pedido até que o controle integrado das usinas de Ipatinga ou Cubatão elabore um projeto de qualidade que definirá detalhes do processo de produção do aço.
Por meio da identificação do pedido, a Usiminas avalia e controla os riscos a partir da FMEA (Análise de Modos de Falhas e Efeitos). “Esse projeto só poderá ser aprovado e liberado para produção depois da realização de um contato formal com o cliente, em que deverão ser explicitados os riscos residuais inerentes ao fornecimento do produto”, afirma o especialista de assistência técnica da Usiminas, Marcus Vinícius Gravina Souza.
Os riscos residuais são aqueles que permanecem mesmo após o aço passar por todas as ações que controlam a qualidade, casos em que podem surgir defeitos superficiais, por exemplo, que de alguma forma afetam a espessura do aço, como arranhões, e que podem comprometer a fabricação e o desempenho à fadiga das peças. “Por meio dessa comunicação transparente, o processo de segurança do produto da Usiminas utiliza a informação como prática preventiva, possibilitando que os clientes determinem ou reforcem suas próprias ações de controle, se julgarem necessárias”, completa Souza.
Uma vez aprovado o projeto e sua produção, o próximo passo é comunicar todos os postos de trabalho que possam afetar a qualidade do produto a informação de que um aço destinado à fabricação de uma peça de segurança está sendo produzido – como na programação de corridas, chances de laminação, fichas de inspeção e liberação de teste mecânico. “Além disso, toda a documentação associada ao fornecimento enviada ao cliente, como confirmação de encomenda, etiqueta de produto e certificado de inspeção, estará identificada com um símbolo que confirma que o pedido foi aceito, produzido e fornecido para atendimento a requisitos de segurança”, confirma o executivo.
“Um processo bem consolidado como este desenvolvido pela Usiminas demanda alta competência técnica e integração das equipes, incluindo um cuidado bastante minucioso na elaboração do projeto de qualidade do produto e do acompanhamento da produção em todas as suas etapas”, complementa o gerente-geral de atendimento ao cliente, garantia da qualidade e produto da Usiminas, Eduardo Côrtes Sarmento.