
Este é o principal argumento, segundo ele, para que a companhia adie a decisão para a instalação de uma nova unidade no município de Santana do Paraíso (MG), com capacidade para a produção de 5 milhões de toneladas de placas. Da mesma forma, a companhia não tem a perspectiva de religar o alto forno nº 1 em Ipatinga, que foi abafado no final do ano passado, por conta da retração de demanda.
De acordo com Castello Branco, a capacidade instalada para a produção de aço no Brasil é da ordem de 43 milhões de toneladas, sendo que a demanda por aço neste ano deve ocupar apenas 20,8 milhões de toneladas deste total. “Seria uma incoerência entrar em um projeto de ampliação da capacidade no cenário atual”, explicou.
O presidente da Usiminas avaliou que a possibilidade de aplicação de imposto sobre a exportação de minério de ferro, que vem sendo analisada pelo governo federal, poderá ser mais interessante para o País do que revisar as alíquotas dos royalties cobrados sobre a exploração do produto. “Seria mais benéfico para o País porque o aumento dos royalties iria penalizar toda a cadeia produtiva interna”.
Estoques
O vice-presidente de Finanças, Relações com Investidores e TI da Usiminas, Ronald Seckelmann, destacou que a companhia conseguiu superar a meta estabelecida de diminuição no volume de matérias-primas e insumos. Ao final do quarto trimestre de 2008, os estoques representavam um patamar de R$ 5 bilhões. A decisão foi tomada em função do agravamento da crise com o objetivo de diminuição do equivalente a R$ 1 bilhão em estoques, a partir de abril. Ao final do terceiro trimestre, a redução atingida foi de R$ 1,4 bilhão, ou o equivalente a 20%.
Da mesma forma, a companhia prossegue o projeto de redução de custos em suas unidades. Segundo os executivos, já foi identificado um potencial de redução de R$ 1,4 bilhão que deverá ser atingida até o final de 2011. Apenas em 2009, a expectativa é de que sejam capturados R$ 509 milhões.
Fonte: Raquel Massote, Agência Estado.